Prêmios não compensaram as quedas externas e no câmbio; produtores permanecem afastados das negociações, segundo analista da Safras & Mercado
O mercado brasileiro de soja começou a segunda-feira (19) com preços predominantemente mais baixos, pressionado pela queda dos contratos na Bolsa de Mercadorias de Chicago e pela recuo do dólar. De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os prêmios não foram suficientes para compensar os movimentos externos, o que reduziu as ofertas dos compradores no mercado físico.
A comercialização permaneceu praticamente travada, com apenas negócios pontuais envolvendo entrega spot e pagamento em janeiro. Fora essas operações, não foram registradas ofertas relevantes, enquanto os produtores permaneceram afastados das negociações diante dos atuais níveis de preços, segundo a avaliação do analista.
No mercado físico, houve alta em duas praças. Em Passo Fundo (RS), o preço passou de R$ 146,50 para R$ 147,00. Em Santa Rosa (RS), subiu de R$ 147,00 para R$ 148,00.
As demais referências registraram queda. Em Cascavel (PR), o preço recuou de R$ 144,00 para R$ 142,00; em Rondonópolis (MT), de R$ 141,00 para R$ 140,00; e em Dourados (MS), de R$ 140,50 para R$ 138,00. Em Rio Verde (GO), a cotação caiu de R$ 139,00 para R$ 138,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) teve baixa de R$ 155,00 para R$ 153,00, enquanto Rio Grande (RS) passou de R$ 155,50 para R$ 154,00.
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em baixa e acumularam seis sessões consecutivas de perdas. A fonte relaciona a pressão ao avanço da colheita nos Estados Unidos e à previsão de clima favorável no cinturão produtor. Exportadores privados norte-americanos anunciaram a venda de 261 mil toneladas para destinos não revelados e de 114 mil toneladas para a China.
As inspeções de exportação norte-americana de soja somaram 2.001.750 toneladas na semana encerrada no dia 15 de outubro, ante 1.109.385 toneladas na semana anterior, conforme relatório semanal do Departamento.
O contrato da soja em grão com entrega em novembro fechou com baixa de 7,75 centavos de dólar, ou 0,61%, a US$ 12,53 1/2 por bushel. A posição janeiro terminou a US$ 12,68 3/4 por bushel, com retração de 7,00 centavos de dólar, ou 0,54%.
Nos subprodutos, o farelo com vencimento em dezembro caiu US$ 2,30, ou 0,64%, para US$ 354,80 por tonelada. O óleo com vencimento em dezembro fechou a 66,69 centavos de dólar, com perda de 0,44 centavo, ou 0,65%.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,51%, negociado a R$ 5,0468 para venda e R$ 5,0448 para compra.




