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Urnas eletrônicas terão nova interface e recursos de acessibilidade nas eleições de 2026

Por • Publicado em 9 de setembro de 2026 • Atualizado em 9 de setembro de 2026 • 2 min de leitura
Diário de Goiás

Mudanças incluem fonte voltada à legibilidade, ampliação de vídeos em Libras e barra de progresso nas telas de votação

A Justiça Eleitoral reformulou a interface das urnas eletrônicas para as eleições de 2026, com alterações voltadas à acessibilidade e à simplificação do processo de votação.

Entre as mudanças está a adoção da fonte Atkinson Hyperlegible, criada pelo Braille Institute. O desenho dos caracteres prioriza definição, espaçamento e contraste, com o objetivo de facilitar a leitura por pessoas idosas, com baixa visão ou deficiência visual.

As exibições em Língua Brasileira de Sinais (Libras) também foram ampliadas. Além da identificação do cargo em disputa, os vídeos com intérpretes passarão a sinalizar situações de voto em branco, voto nulo e voto de legenda.

As telas terão ainda uma barra de progresso fixa na parte superior. O recurso permitirá acompanhar quais cargos já receberam voto e quais permanecem pendentes. A solução foi inspirada em projetos desenvolvidos por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) em um concurso voltado ao aperfeiçoamento da experiência do usuário.

De acordo com as informações divulgadas, testes práticos com eleitores indicaram que a combinação da barra visual com a nova fonte reduziu a necessidade de recursos externos de ampliação, como lupas.

A estrutura de votação contará com quase 600 mil urnas para atender a mais de 158 milhões de cidadãos aptos a votar. O parque eleitoral opera com quatro modelos de urna, e 77% dos equipamentos pertencem às gerações mais recentes. Os recursos de navegação e acessibilidade serão padronizados em todas as seções.

Os modelos mais novos têm maior capacidade de processamento e tela sensível ao toque no terminal do mesário. Os equipamentos funcionam exclusivamente com softwares desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, segundo as informações divulgadas, são auditados publicamente por partidos políticos, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pela Polícia Federal e por órgãos de controle antes de serem assinados digitalmente e lacrados na sede do tribunal.

Redação

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