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Vídeos mostram investigados admitindo participação em homicídio de casal em Anápolis

Por • Publicado em 21 de outubro de 2026 • Atualizado em 21 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Portal 6

Homens de 20 e 28 anos foram presos pela Polícia Militar cerca de sete horas após o ataque, mas tiveram a prisão relaxada pela Justiça

Vídeos registraram declarações de dois investigados sobre a participação no homicídio de um casal ocorrido em frente a uma adega em Anápolis, segundo informações divulgadas à imprensa. Um deles afirmou ter efetuado os disparos, enquanto o outro declarou que apenas conduziu o veículo usado na ação.

As imagens mostram os suspeitos sendo questionados por policiais militares. Um dos investigados relatou que havia sido chamado para participar da ação por causa de uma dívida relacionada a um favor. Ao ser perguntado sobre quem havia atirado, respondeu que tinha sido ele, de acordo com o conteúdo divulgado.

Na abordagem do segundo investigado, de 28 anos, o homem afirmou que apenas havia dirigido o veículo. Os dois foram presos em Campo Limpo de Goiás cerca de sete horas após o ataque, conforme as informações tornadas públicas.

Na audiência de custódia, realizada na segunda-feira (19), o juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, determinou o relaxamento das prisões. A decisão considerou que o flagrante não havia atendido aos requisitos legais.

Segundo a decisão judicial, o primeiro abordado estava em um Fiat Palio branco e não portava armas ou objetos que, naquele momento, permitissem vinculá-lo ao homicídio. As armas foram localizadas posteriormente em uma propriedade rural, mas a relação delas com as mortes ainda precisaria ser esclarecida.

O magistrado também questionou a entrada dos policiais em imóveis aparentemente sem mandado judicial. Sobre as declarações atribuídas aos investigados, apontou possíveis irregularidades nas condições em que foram obtidas, sem concluir sobre a validade ou invalidade dos depoimentos.

Ao expedir os alvarás de soltura, o juiz determinou que os investigados permanecessem presos caso existisse outro motivo legal. Também ordenou o envio dos autos ao Ministério Público do Estado de Goiás e à Corregedoria da Polícia Militar para apuração dos fatos e dos relatos de agressões apresentados durante a audiência.

Os dois homens permanecem na condição de investigados. A decisão judicial sobre a prisão não representa conclusão sobre a responsabilidade deles pelos homicídios.

Redação

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