Economia

Crédito às famílias cresce mais que o empresarial em 27 Estados entre 2024 e 2025

Por • Publicado em 21 de outubro de 2026 • Atualizado em 21 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Estudo da Confederação Nacional das Instituições Financeiras aponta alta real per capita de 5,6%, com financiamento imobiliário como principal vetor em 18 unidades da federação

O crédito real per capita cresceu, em média, 5,6% nos 27 Estados entre 2024 e 2025, segundo o estudo Fin Regional 2026, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (FIN). As pessoas físicas responderam por 4,3 pontos porcentuais do avanço, enquanto as empresas contribuíram com 1,3 ponto porcentual.

De acordo com o estudo, o crédito destinado às famílias avançou em todos os Estados, com taxas que variaram entre 2% e 9%. No crédito empresarial, o comportamento foi mais heterogêneo: houve resultados entre queda de 8% e alta de 19%. Na média, o crescimento foi de 6% para pessoas físicas e de 4% para pessoas jurídicas.

São Paulo foi a única unidade da federação em que o crédito para pessoas jurídicas teve peso maior que o destinado às famílias. Segundo Vinícius Botelho, autor do relatório e gerente de Assuntos Econômicos da FIN, as diferenças entre os Estados acompanharam as características das atividades econômicas de cada localidade.

Os financiamentos foram o principal motor do crescimento do crédito às famílias em 21 Estados. Nas outras seis unidades, a expansão foi liderada pelos empréstimos. Entre as operações de financiamento, o imobiliário foi o principal vetor em 18 Estados. Nas demais unidades, outras modalidades, como o financiamento de veículos, tiveram maior peso.

No crédito empresarial, os financiamentos lideraram a expansão em 16 unidades da federação. Em outras cinco, o crédito rural foi a principal linha de crescimento. O estudo atribui as diferenças no perfil do crédito empresarial a fatores regionais, como a estrutura produtiva local, além da exposição das atividades tomadoras aos ciclos econômicos e a características específicas de cada setor.

O levantamento também analisou o mercado de capitais no período de 2023 a 2025. As emissões de debêntures e notas comerciais aumentaram em todas as macrorregiões. Conforme a FIN, empresas com sede nas regiões Norte e Sul registraram crescimento real anualizado igual ou superior a 50% no valor emitido durante o período.

A entidade avalia que a expansão dos serviços financeiros ocorreu de forma disseminada entre as regiões, combinando avanço do crédito às famílias, crescimento seletivo do crédito empresarial e aumento das emissões no mercado de capitais.

Redação

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