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Dólar chega a R$ 5,0557 em sessão marcada por cautela eleitoral e alta do petróleo

Por • Publicado em 23 de outubro de 2026 • Atualizado em 23 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Mercado acompanha pesquisas sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, além dos rendimentos dos Treasuries e dos dados de inflação

O dólar à vista operou em alta nesta sexta-feira (23) e atingiu a máxima de R$ 5,0557 na abertura dos negócios. O mercado acompanhou o cenário eleitoral doméstico, a valorização do petróleo e o avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries.

A moeda perdeu força por um período, mas voltou a apresentar viés positivo ao longo da manhã. No cenário político, pesquisas eleitorais divulgadas ao mercado apontaram uma disputa apertada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Datafolha e Vox indicaram empate numérico entre os dois nomes. Já os levantamentos da Real Time Big Data e da Alfa Inteligência apontaram Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. De acordo com as informações divulgadas, o resultado da Real Time Big Data repetiu o registrado na terça-feira (20).

No exterior, o câmbio acompanhou a alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em meio a preocupações com a oferta da commodity, às tensões no Mar Vermelho e ao risco de retomada de operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

A valorização do petróleo também pode favorecer os termos de troca do Brasil e ter atraído fluxo comercial, contribuindo para aliviar parte da pressão sobre o dólar, de acordo com a análise apresentada nas informações tornadas públicas.

Na agenda doméstica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) desacelerou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro. O resultado ficou abaixo do piso das projeções do mercado, de 0,37%. No acumulado do ano, a alta do índice chegou a 4,15%. Em 12 meses, o avanço foi de 4,62%, abaixo da mediana esperada pelo mercado, de 4,74%.

O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou esperar maior pressão sobre o custo do crédito diante do aumento da inadimplência no mercado. Segundo ele, o banco está mais protegido por ter uma carteira mais colateralizada.

Com as pesquisas eleitorais no radar, a desaceleração do IPCA-15 e a alta do petróleo no exterior, o mercado de câmbio manteve postura cautelosa na abertura dos negócios.

Redação

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