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Soja recua em Chicago no início de novembro com foco na colheita dos EUA e na safra brasileira

Por • Publicado em 2 de novembro de 2026 • Atualizado em 2 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Notícias Agrícolas

Contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,2150 por bushel, com baixa de 0,75 cent, por volta das 9h08 de 2 de novembro

Segundo reportagem publicada no portal Notícias Agrícolas, os futuros da soja iniciaram novembro em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o mercado acompanha o avanço da colheita norte-americana, a demanda internacional e as perspectivas para a safra brasileira 2026/27.

Por volta das 9h08, no horário de Brasília, o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,2150 por bushel, recuo de 0,75 cent em relação ao ajuste anterior. O janeiro/27 caía 1,75 cent, para US$ 12,3250, e o março/27 recuava 1,50 cent, cotado a US$ 12,4225. O maio/27 também perdia 1,50 cent, negociado a US$ 12,5200 por bushel.

Na sexta-feira, 30 de outubro, o contrato novembro/26 havia interrompido uma sequência de quatro sessões de perdas, com alta de 0,20%, a US$ 12,2225 por bushel. Ainda assim, acumulava desvalorização de 2,73% em relação à sexta-feira anterior, 23 de outubro. No mesmo intervalo, o janeiro/27 registrava queda de 2,70%. Com a proximidade do vencimento do contrato novembro, o janeiro/27 passou a ganhar importância como referência para os meses seguintes.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicavam que 79% da área cultivada com soja no país havia sido colhida até 25 de outubro. O percentual estava acima da média de 77% dos últimos cinco anos. O mercado aguardava, para as 18h de 2 de novembro, no horário de Brasília, uma nova atualização do Crop Progress, com informações sobre o avanço dos trabalhos até 1º de novembro. A divulgação ocorreria uma hora mais tarde no Brasil em razão do encerramento do horário de verão nos Estados Unidos.

Também segundo dados informados pelo USDA, as vendas líquidas de soja norte-americana da temporada 2026/27 somaram 2.576.400 toneladas na semana encerrada em 22 de outubro, queda de 9% ante a semana anterior. A China respondeu por 1.627.000 toneladas, aproximadamente 63% do total comercializado. Os embarques efetivos alcançaram 2.384.100 toneladas, alta de 18% na comparação semanal e de 72% ante a média das quatro semanas anteriores.

No Brasil, o desenvolvimento da safra 2026/27 e as condições climáticas permanecem no radar. Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócio, avaliou, em entrevista publicada pelo Notícias Agrícolas, que a colheita norte-americana e as perspectivas brasileiras ajudam a explicar as perdas em Chicago. Ele também apontou demanda firme nos Estados Unidos e afirmou que o balanço de oferta e demanda do país pode dar sustentação às cotações. Palavro citou ainda excessos de chuva em partes do Sul e divergências entre modelos de previsão para o Centro-Norte, considerando decisivos os próximos 30 a 40 dias para a confirmação do potencial produtivo.

Chau Hue, Head de Inteligência de Mercados da Stag Securities, afirmou, em entrevista publicada pelo portal, que os prêmios de exportação brasileiros para a nova safra já recuaram e podem continuar pressionados caso novembro confirme condições favoráveis às lavouras. Na avaliação atribuída a ele, as expectativas de produtividade dos Estados Unidos, a demanda chinesa e o reposicionamento dos fundos também reduziram os estímulos de alta em Chicago.

Redação

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