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Rogério Marinho diz não ter sabido da saída de Flávio Bolsonaro para os EUA

Por • Publicado em 28 de outubro de 2026 • Atualizado em 28 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
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Senador afirmou que recebeu mensagem do ex-candidato na manhã de terça-feira; nenhuma autoridade brasileira ou norte-americana confirmou oficialmente a viagem

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou nesta terça-feira (27) que não sabia que o ex-candidato havia deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. Segundo Marinho, Flávio enviou uma mensagem por volta das 8h dizendo que iria “dar um tempo” e depois voltaria a falar com aliados.

Marinho fez as declarações após participar de uma reunião com parlamentares e líderes políticos do PL, em Brasília. De acordo com o senador, no dia anterior os dois haviam conversado sobre a necessidade de Flávio assumir a liderança da oposição, após obter 60 milhões de votos na eleição presidencial.

O embarque para os Estados Unidos teria ocorrido de forma reservada, menos de 48 horas depois de Flávio perder a eleição. Os detalhes da viagem não eram conhecidos. A saída foi atribuída a informações divulgadas pela agência de notícias Reuters e à confirmação de um interlocutor do governo norte-americano. Aliados de Flávio no Brasil, entre eles o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ), também se manifestaram sobre a viagem. Jordy afirmou que Flávio teria ido aos Estados Unidos para não ser usado como “moeda de troca” em uma negociação relacionada ao impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Apesar dos relatos, nenhuma autoridade do Brasil ou dos Estados Unidos havia se manifestado oficialmente sobre a viagem, de acordo com as informações disponíveis. A assessoria de Flávio foi procurada e não apresentou resposta.

A saída ocorreu após Moraes determinar, na segunda-feira (26), que o ex-candidato entregasse seus passaportes à Polícia Federal. Segundo o relato, os documentos não foram entregues e acabaram cancelados diretamente pela PF. A decisão judicial está sob segredo de Justiça, mas foi divulgada por Flávio em suas redes sociais.

A ordem faz parte de um processo no qual Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no Supremo por suspeita de lavagem de dinheiro. Flávio também é investigado pela Polícia Federal em inquéritos relacionados a suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. Em fevereiro de 2027, termina o mandato de senador pelo Rio de Janeiro, e ele perderá o foro privilegiado.

Em vídeo publicado anteriormente, Flávio negou que tivesse planos de deixar o país e disse que entregaria os passaportes.

Redação

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