Economia

J. Macêdo prevê crescimento modesto em 2026 e conclui ciclo de investimentos de R$ 800 milhões

Por • Publicado em 28 de outubro de 2026 • Atualizado em 28 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
AgFeed

Empresa responsável pelas marcas Dona Benta e Petybon enfrenta pressão de custos, queda na receita e recuo no lucro líquido

Segundo reportagem publicada no portal AgFeed, a J. Macêdo, dona das marcas Dona Benta e Petybon, prepara um novo ciclo de investimentos para os próximos cinco anos, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor de trigo em 2026.

A companhia encerrou 2025 com receita bruta de R$ 3,76 bilhões, alta de quase 5% em relação ao ano anterior. Para 2026, porém, a expectativa é de um cenário mais desafiador, marcado por custos logísticos maiores, maior necessidade de importação de trigo e queda de mais de 30% na produção brasileira do cereal.

Irineu Pedrollo, diretor executivo da J. Macêdo, afirmou que o ano tem sido mais difícil para a empresa e para o setor. Segundo ele, há pressão relevante sobre os custos em um mercado com dificuldade para absorver repasses. O executivo também citou a volatilidade do trigo, mudanças tributárias e o aumento dos custos de distribuição como fatores que afetam os resultados.

Para o conjunto de 2026, Pedrollo estima volumes maiores de moagem, mas prevê crescimento de no máximo 2% na receita. A avaliação é que uma expansão maior poderia exigir redução das margens adotadas pela companhia.

O balanço referente ao período de abril a junho registrou queda de 3,7% na receita e recuo de 55,3% no lucro líquido, conforme os dados financeiros divulgados pela empresa. Embora tenha capital fechado, a J. Macêdo reporta trimestralmente suas informações financeiras.

A companhia está concluindo neste ano um ciclo de investimentos de R$ 800 milhões. O montante inclui a modernização do parque industrial existente e a construção de duas novas plantas. O material publicado pelo AgFeed informa que a empresa pretende manter os investimentos mesmo diante das dificuldades do setor, com foco em atividades de maior valor agregado.

A reportagem descreve a J. Macêdo como a terceira maior empresa processadora de trigo no Brasil. A entrevista com Irineu Pedrollo foi realizada durante o Congresso da Abitrigo, no Rio de Janeiro.

Redação

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