Projeto poderá elevar a capacidade anual de 18 bilhões para 24 bilhões de comprimidos; obras estão previstas entre o início de 2027 e o fim de 2028
A EMS prepara um investimento de R$ 1 bilhão para construir uma nova fábrica de medicamentos em Manaus, no Amazonas. Segundo o vice-presidente da empresa, Marcus Sanchez, a unidade poderá elevar a capacidade anual de produção de 18 bilhões para 24 bilhões de comprimidos, acrescentando seis bilhões de unidades ao volume atual.
A nova estrutura deverá ser instalada ao lado da fábrica da Novamed, empresa do grupo localizada na Zona Franca de Manaus. De acordo com Marcus Sanchez, as obras devem começar no início de 2027 e seguir até o final de 2028.
Atualmente, a unidade amazonense produz aproximadamente 1,5 bilhão de comprimidos por mês. Com a conclusão do projeto, a capacidade deverá alcançar dois bilhões de unidades mensais, o que representaria crescimento de aproximadamente 33% nessa capacidade.
Os comprimidos correspondem a cerca de 70% do faturamento da EMS, segundo as informações divulgadas sobre o projeto. A companhia projeta elevar a receita de R$ 12 bilhões em 2026 para R$ 15,5 bilhões em 2028, acompanhando a expansão industrial e o crescimento das operações comerciais.
Além de Manaus, o plano de expansão contempla recursos para unidades em Anápolis, em Goiás, e Hortolândia, em São Paulo. Nessas localidades, a previsão é ampliar a capacidade de fabricação de medicamentos injetáveis.
A expansão ocorre após a EMS anunciar a aquisição da operação brasileira de genéricos da Medley, em uma negociação de US$ 600 milhões. A integração, de acordo com as informações divulgadas, deverá ampliar o portfólio e a presença comercial da companhia no mercado farmacêutico nacional.
Em Manaus, outra etapa do plano foi concluída em setembro de 2026, quando a Novamed inaugurou uma área ampliada da fábrica e um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. A estrutura recebeu financiamento de R$ 27,5 milhões do BNDES e inclui uma planta-piloto para a produção de lotes experimentais e um laboratório analítico ampliado.
O financiamento do BNDES refere-se à ampliação da estrutura existente e é separado do projeto de R$ 1 bilhão destinado à nova fábrica de comprimidos. As duas iniciativas integram, segundo as informações divulgadas, a estratégia da empresa para ampliar a produção e o desenvolvimento de medicamentos no país.




