Oferta restrita e expectativa de demanda firme mantêm o mercado pecuário aquecido, embora a alta tenha perdido intensidade
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com poucas alterações nas principais referências. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate permanecem entre cinco e seis dias úteis, mantendo os frigoríficos ativos nas compras.
De acordo com Iglesias, o movimento de alta perdeu intensidade em comparação com as semanas anteriores. Ainda assim, a oferta restrita e a expectativa de demanda firme durante o último bimestre sustentam a perspectiva de preços firmes no curto prazo.
O analista apontou a retomada das vendas para a China e o período de maior consumo no mercado doméstico como os principais fatores de suporte às cotações.
O Indicador do Boi Datagro registrou os preços médios do mercado disponível em nove estados. Em São Paulo, a arroba foi cotada a R$ 389,47. Na Bahia, o valor ficou em R$ 363,06; em Goiás, em R$ 373,72; e em Minas Gerais, em 377,87.
No Mato Grosso do Sul, o preço médio foi de R$ 380,13. No Mato Grosso, ficou em R$ 365,29; no Pará, em R$ 374,18; em Rondônia, em R$ 364,56; e no Tocantins, em R$ 368,78.
No mercado atacadista de carne bovina, o quarto dianteiro teve alta de R$ 0,20 e passou a ser negociado a R$ 22,50 por quilo. O quarto traseiro permaneceu em R$ 29,50, enquanto a ponta de agulha continuou cotada a R$ 21,00 por quilo.
Iglesias avaliou que a entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena de novembro tende a favorecer a reposição entre atacado e varejo. Na avaliação do analista, porém, a maior competitividade da carne de frango e dos cortes suínos limita reajustes mais intensos.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,12%, a R$ 5,4477 para venda e R$ 5,4457 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,3872 e R$ 5,4637. Na semana, acumulou alta de 9% e, no mês, ganho de 5,8%.



