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Mercado brasileiro de soja fecha semana com preços mais altos e negócios limitados

Por • Publicado em 31 de outubro de 2026 • Atualizado em 31 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural - Radar

Valorização do dólar sustentou as cotações, enquanto a comercialização teve volumes pouco expressivos; preços subiram em sete praças e recuaram em uma

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com preços predominantemente mais altos na sexta-feira (30), influenciado pela valorização do dólar e por melhores indicações nos portos. A comercialização, porém, permaneceu limitada, com volumes pouco expressivos e liquidez restrita no mercado disponível.

De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, as ofertas permaneceram firmes, mas os negócios seguiram pontuais. A movimentação comercial melhorou ao longo da semana, embora ainda sem volumes considerados significativos. O produtor também esteve concentrado nos trabalhos de plantio da nova safra.

No mercado físico, a soja subiu de R$ 153,00 para R$ 154,00 em Passo Fundo (RS); de R$ 154,00 para R$ 155,00 em Santa Rosa (RS); de R$ 149,00 para R$ 150,00 em Cascavel (PR); de R$ 141,00 para R$ 142,00 em Rondonópolis (MT); de R$ 141,00 para R$ 142,00 em Rio Verde (GO); de R$ 160,00 para R$ 161,00 em Paranaguá (PR); e de R$ 161,00 para R$ 162,00 em Rio Grande (RS). Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em direções mistas na sexta-feira. Na semana, a queda acumulada foi de 2,7%; no mês, as perdas chegaram a 5,73%.

A previsão de chuvas nos Estados Unidos, com possibilidade de atraso nos trabalhos de colheita, e sinais de demanda aquecida deram sustentação às cotações durante parte do pregão. Na etapa final da sessão, porém, os fundamentos relacionados à ampla oferta norte-americana reduziram os ganhos e levaram alguns contratos ao campo negativo.

Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano uma operação de 165.150 toneladas de soja, recebidas no período coberto pelo relatório, para destinos não revelados na temporada comercial 2026/27. Também foi anunciada a venda de 132.000 toneladas para destinos não revelados.

Os contratos de soja em grão com entrega em janeiro fecharam a US$ 12,34 1/4 por bushel, em queda de 0,50 centavo de dólar, ou 0,04%. A posição março terminou a US$ 12,43 3/4 por bushel, com alta de 0,25 centavo de dólar, ou 0,02%. Nos subprodutos, os contratos do farelo de soja com vencimento em dezembro fecharam a US$ 324,60 por tonelada, baixa de US$ 4,70, ou 1,42%.

Redação

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