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Senacon notifica empresário sobre oferta de viagem a eleitores durante segundo turno

Por • Publicado em 31 de outubro de 2026 • Atualizado em 31 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Jornal Opção

Órgão do Ministério da Justiça pediu esclarecimentos a Leandro Batista da Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás; iniciativa já havia sido suspensa pela Justiça do Trabalho

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, notificou na quinta-feira, dia 29, o empresário Leandro Batista da Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás, para que preste esclarecimentos sobre a oferta de uma viagem destinada a eleitores petistas durante o segundo turno das eleições de 2026.

Segundo as informações tornadas públicas, a oferta previa levar eleitores de Goiânia a Caldas Novas com transporte, hospedagem, alimentação e bebidas custeados. Em vídeo publicado nas redes sociais antes da notificação, Nóbrega afirmou que disponibilizaria “1 mil vagas” e mencionou transporte gratuito, comida, bebida, cerveja e picanha. A proposta, de acordo com a apuração divulgada, teria como objetivo impedir votos no candidato de esquerda.

A medida da Senacon ocorreu depois de uma tutela de urgência expedida pela Justiça do Trabalho no sábado, dia 24, um dia antes da votação do segundo turno. Na decisão, a Justiça suspendeu a iniciativa atribuída ao empresário. A notificação do órgão federal abriu uma apuração adicional sobre o caso, com pedido de esclarecimentos ao proprietário do frigorífico.

O empresário é descrito nas informações divulgadas como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e acompanhou, no domingo, dia 25, a apuração do segundo turno na casa de Flávio Bolsonaro. A fonte também registra que Flávio Bolsonaro saiu derrotado das eleições de 2026.

Em 2025, Nóbrega havia colocado na porta do Frigorífico Goiás um anúncio com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”. O cartaz chegou ao conhecimento do Ministério Público do Estado de Goiás após denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT). Na ocasião, o parlamentar afirmou que a empresa havia exposto uma placa discriminatória contra pessoas filiadas ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores.

Ainda de acordo com as informações divulgadas, uma ordem judicial determinou a retirada do cartaz, e a empresa afirmou ter cumprido a decisão. Não foram apresentados, no material consultado, esclarecimentos do empresário sobre a notificação da Senacon ou sobre a oferta de viagem.

Redação

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