Unidade deverá integrar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e apoiar a criação de um futuro Hospital Modelo de Fronteira
O Ministério da Saúde anunciou apoio à expansão do Hospital Itamed, em Foz do Iguaçu, no Paraná, que deverá receber uma nova maternidade e integrar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão.
O projeto foi apresentado na segunda-feira (19), durante visita do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, ao hospital. Segundo a pasta, a nova estrutura deverá ampliar o atendimento materno-infantil em Foz do Iguaçu e na região e criar condições para a implantação futura do Hospital Modelo de Fronteira.
A maternidade deverá contar com Centro de Atendimento à Gestante, pronto-socorro obstétrico, unidade de terapia intensiva (UTI) e unidade de cuidados intermediários (UCI) neonatal, UTI pediátrica, salas de parto humanizado e alojamento conjunto.
De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos deverão ser viabilizados por meio de convênios com a própria pasta e a Itaipu Binacional. Ainda não foram divulgados, na informação apresentada, valores ou prazos para a execução da expansão.
Durante a visita, Massuda também apresentou informações sobre a modernização de hospitais de excelência do Sistema Único de Saúde (SUS), com uso de tecnologias digitais, inteligência artificial e medicina de alta precisão. O Hospital Itamed foi apontado como a única unidade do interior do país contemplada no projeto, ao lado de hospitais de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.
O secretário-executivo afirmou que experiências observadas em hospitais inteligentes na China, na Índia, na Coreia do Sul e nos Estados Unidos deverão subsidiar a construção de um hospital inteligente e de fronteira. Os detalhes do Hospital Modelo de Fronteira ainda serão definidos em regulamentação específica do Ministério da Saúde.
A diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento da pasta, Aline de Oliveira Costa, disse que a proposta integra uma discussão mais ampla sobre a mudança do modelo de atenção à saúde na região. Segundo ela, o objetivo é ampliar a inclusão e oferecer um cuidado qualificado e seguro. Massuda relacionou o projeto às particularidades de Foz do Iguaçu como cidade de fronteira e aos desafios de sobrecarga da rede e de vigilância em saúde.




