Dario Durigan afirmou que o impacto da mudança sobre empregadores ainda será avaliado e citou linhas de financiamento e capacitação
A equipe econômica estuda oferecer linhas de crédito e programas de capacitação para empresas que enfrentarem dificuldades com a mudança da escala de trabalho 6×1. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o impacto da alteração sobre os empregadores ainda será avaliado, mas o governo prevê financiamento específico para a transição.
Em entrevista à TV Band, Durigan afirmou que o apoio poderá incluir financiamento para inovação e capacitação. A intenção, de acordo com o ministro, é auxiliar os negócios na reorganização das atividades, com investimentos em modernização de processos, treinamento de funcionários e adoção de novas tecnologias.
A equipe econômica ainda analisa quais empresas e setores serão mais afetados pela mudança, segundo Durigan. O ministro disse que o suporte deverá ser direcionado aos negócios que precisarem de mais recursos para se adaptar à nova jornada e manter a produção com menos dias de trabalho.
Durigan também mencionou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros sistemas de capacitação como possíveis parceiros em iniciativas de treinamento voltadas especialmente a pequenos negócios.
O ministro afirmou ainda que o governo já ampliou o limite de crédito para pequenas empresas de R$ 250 mil para R$ 500 mil, inclusive em operações destinadas ao capital de giro. Esse tipo de recurso é utilizado para cobrir despesas e manter o funcionamento cotidiano dos negócios.
Não houve anúncio de desoneração da folha de pagamento ou de outra compensação direta aos empregadores. A alternativa apresentada foi a possibilidade de financiamento direcionado e capacitação para empresas que precisarem se adaptar. Durigan disse que estão previstas linhas de crédito específicas tanto para a transição relacionada à reforma tributária quanto para o fim da jornada 6×1.
A mudança prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial. O texto divulgado também informa que a medida foi aprovada pelo Congresso e promulgada na sexta-feira (16).
Segundo dados citados pelo ministro, entre 68% e 70% dos empregos no país estão fora da escala 6×1. Durigan afirmou que o governo ainda vai medir os efeitos da mudança sobre diferentes setores e portes de empresas.



