Segundo os resultados divulgados, 51 dos 99 alunos avançaram na classificação internacional; na Austrália, foram 31 de 80
Avaliações realizadas antes e depois de um intercâmbio para a Inglaterra apontaram avanço no nível de inglês de 51 dos 99 estudantes avaliados, o equivalente a 51,5%. Na Austrália, 31 dos 80 participantes avançaram, o que representa 38,8% do grupo.
Os resultados foram medidos pelo Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), padrão internacional usado para definir níveis de proficiência em idiomas. As avaliações foram comparadas após menos de um mês de participação no programa Goiás pelo Mundo.
O programa levou 179 estudantes de Goiás à Inglaterra e à Austrália em julho de 2026. Durante quatro semanas, os participantes tiveram aulas de inglês, atividades culturais e visitas técnicas.
O governador Daniel Vilela afirmou que a experiência internacional pode ampliar as perspectivas dos jovens goianos. Segundo ele, o conhecimento adquirido pode ser utilizado pelos estudantes para continuar os estudos, ensinar outras pessoas e trabalhar.
José Frederico Lyra Netto, titular da Secti, destacou o acompanhamento dos resultados da formação. De acordo com ele, as avaliações permitem identificar a evolução dos estudantes a partir de um padrão internacional de proficiência. Ele também afirmou que relatos dos participantes indicam continuidade do aprendizado após o retorno a Goiás, nos estudos, no trabalho e nos planos de formação.
Entre os estudantes citados estão Giovana Pavleska de Sousa e Pedro Henrique Vieira Araújo, das Escolas do Futuro de Goiás (EFGs). Os dois participaram da Summer School na University of Sussex, em Brighton, na Inglaterra, e passaram do nível A2, classificado como iniciante, para o C1, considerado avançado, no CEFR.
Pedro Henrique, aluno da EFG Paulo Renato, em Valparaíso de Goiás, afirmou que estudava inglês por conta própria antes da viagem e que teve pouco avanço. Após o intercâmbio, inscreveu-se em cursos para continuar a formação, passou a ajudar amigos e a dar aulas particulares do idioma. Ele trabalha com programação e desenvolvimento de sites, pretende se formar em mecatrônica e buscar outras experiências internacionais.
Giovana, da EFG Sarah Luísa, em Santo Antônio do Descoberto, relacionou a evolução no idioma aos seus planos de formação profissional. Ela afirmou que pretende cursar graduações ligadas à comunicação, como jornalismo.



