Operação Corrente Reversa cumpre cinco mandados de busca em Goiás e Mato Grosso; empresas teriam simulado concorrência em contratos de obras e serviços de engenharia
A Polícia Federal deflagrou, na terça-feira (3), a Operação Corrente Reversa para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratos da Prefeitura de Aragarças, no oeste de Goiás. A apuração envolve obras e serviços de engenharia, parte deles custeada com recursos federais.
Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Aragarças e em três municípios de Mato Grosso: Pontal do Araguaia, Cuiabá e Salto do Céu. As ordens judiciais tiveram como alvo residências de investigados, sedes de empresas e setores administrativos da prefeitura. Também foram autorizadas buscas pessoais.
Segundo a investigação, empresas formalmente distintas, mas com representantes e endereços em comum, teriam atuado de maneira coordenada nos procedimentos de contratação. A suspeita é de que elas participassem alternadamente das licitações para simular concorrência e direcionar os contratos.
Os investigadores também identificaram indícios de sobrepreço e do uso de uma empresa de fachada, que não teria capacidade operacional efetiva para executar os serviços. A CGU auxiliou no rastreamento dos recursos federais e na análise dos contratos.
De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, o material apreendido poderá orientar novas diligências e medidas destinadas a recuperar eventuais prejuízos aos cofres públicos.
Os investigados poderão responder, conforme a responsabilidade de cada um, pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação e fraude em licitação ou contrato. A investigação ainda está em andamento, e as suspeitas não representam condenação.
Até o fechamento das informações, não havia retorno da Prefeitura de Aragarças sobre a operação. O espaço permanecia aberto para manifestação.




