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Oferta restrita mantém preços do feijão em alta na primeira quinzena de outubro

Por • Publicado em 19 de outubro de 2026 • Atualizado em 19 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Feijão preto acumulou valorização de 9,72% no período, enquanto os tipos carioca tiveram altas distintas conforme a qualidade e a região

Os preços do feijão permaneceram sustentados na primeira quinzena de outubro, com maior valorização para o tipo preto, que acumulou alta de 9,72%. O movimento ocorreu em meio à menor disponibilidade de produto e à oferta limitada de lotes de melhor qualidade, segundo o Indicador de Preços do Feijão, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Entre os tipos carioca, o produto de qualidade superior avançou 0,69%, enquanto o intermediário subiu 1,35% no período. No acumulado de 2026, as valorizações chegaram a 87,96% para o feijão preto, 36,23% para o carioca de melhor padrão e 38,06% para o intermediário.

No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, a alta foi associada à menor disponibilidade de lotes e à retenção, pelos vendedores, de produto com maior umidade. O Centro-Noroeste Goiano registrou avanço de 2,02%, seguido pelo Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com 1,65%, e pelo Noroeste Mineiro, com 1,62%.

Também houve recuo nas cotações em algumas regiões. Em Barreiras (BA), a queda foi de 0,68%, enquanto em Sorriso (MT) chegou a 0,91%. No segmento de notas 8 e 8,5, as principais baixas ocorreram no Leste Goiano, com 3,46%, em Sorriso, com 2,33%, e no Distrito Federal, com 2,08%. Em Itapeva (SP), a cotação subiu 2,32%, em um cenário de preferência dos compradores por lotes de melhor padrão.

O feijão preto tipo 1 manteve trajetória de valorização. Sorriso registrou alta de 3,30%, Curitiba (PR), incluindo os Campos Gerais, avançou 1,42%, e o Oeste Catarinense, 0,92%. Na Metade Sul do Paraná, houve recuo de 0,46%.

No campo, a semeadura da primeira safra 2026/2027 alcançava 18,1% da área prevista até sexta-feira (9), abaixo dos 21,1% registrados no mesmo período de 2025. Projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentadas pelo Cepea indicam produção nacional de 2,93 milhões de toneladas em 2026/27, redução de 0,7% em relação à safra anterior.

Os estoques finais estão projetados em 135,8 mil toneladas, alta de 37,9%, volume equivalente a 2,7 semanas de consumo interno. Para o curto prazo, as informações divulgadas apontam sustentação das cotações do feijão preto e do carioca de melhor padrão, enquanto a demanda enfraquecida exerce pressão sobre o carioca intermediário. O ritmo do plantio, as condições climáticas e a entrada das novas safras permanecem entre os fatores mencionados para a formação dos preços.

Redação

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