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Países avaliam como insuficientes avanços contra crise da biodiversidade

Por • Publicado em 30 de outubro de 2026 • Atualizado em 30 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
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Balanço preliminar da COP17 aponta lacunas em dados e monitoramento e pouco progresso em parte das 23 metas globais para 2030

A 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17) termina nesta sexta-feira (30), em Yerevan, na Armênia, com avaliações negativas sobre o avanço das ações para conter a crise da biodiversidade. O documento final, ainda em discussão entre os 192 países signatários, aponta dificuldades no cumprimento das metas previstas no Marco Global de Kunming-Montreal.

Uma versão do documento publicada pelo secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica registra lacunas nos dados apresentados pelos países e na capacidade de monitoramento dentro dos territórios nacionais. O balanço dos indicadores relacionados às 23 metas de proteção da biodiversidade para 2030 é considerado negativo.

De acordo com o texto, menos da metade das metas nacionais relacionadas a qualquer uma das metas globais estava em vias de ser alcançada, conforme informado pelas Partes da convenção.

Entre os avanços apontados estão medidas para impedir a extinção de espécies, o aperfeiçoamento do manejo sustentável de animais silvestres e ações para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade por meio de Soluções Baseadas na Natureza. O documento também registra progressos na adoção de práticas sustentáveis em áreas agrícolas, de pesca, aquicultura e silvicultura.

A restauração das funções da natureza foi incluída entre as iniciativas destacadas. Também houve avanços, embora desiguais entre os países, no financiamento público e na criação de incentivos positivos para a diversidade biológica, além do desenvolvimento de capacidades, do acesso e da transferência de tecnologia e da cooperação científica e técnica.

O balanço aponta, por outro lado, dificuldades na redução de espécies exóticas invasoras e na promoção de escolhas sustentáveis, como a diminuição do desperdício de alimentos e da geração de resíduos. A conectividade entre áreas de conservação terrestres, de água doce e marinhas, por meio de corredores verdes e azuis, também aparece entre os temas com menor avanço.

Segundo o documento, houve ainda pouco progresso na exigência de divulgação, por grandes empresas e instituições financeiras, dos impactos e riscos provocados à biodiversidade. A reforma e a eliminação de subsídios prejudiciais à diversidade biológica também são citadas entre os desafios.

O texto registra poucos avanços na mobilização e no acompanhamento de incentivos financeiros positivos do setor privado e na redução de incentivos, incluindo subsídios, considerados prejudiciais à diversidade biológica. O documento final da COP17 ainda dependia de acordo entre os 192 países signatários na sexta-feira (30).

Redação

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