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Pesquisa Quaest aponta mais otimismo com novo mandato de Lula e receio de conflitos com Congresso e STF

Por • Publicado em 8 de novembro de 2026 • Atualizado em 8 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Imagem editorial ilustrativa de urna em local de votação, sem candidatos ou partidos.
Imagem editorial ilustrativa gerada por IA para contextualizar a pauta eleitoral. Crédito: Jornal Ponto Crítico / imagem ilustrativa

Levantamento realizado após a eleição indica 70% de entrevistados preocupados com possíveis atritos entre o governo e o Congresso; aprovação do presidente aparece em 48%

Segundo reportagem publicada no portal O GLOBO, a pesquisa Quaest “O Brasil depois das urnas” mostra que os entrevistados estão mais otimistas com o novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva do que estavam em 2022, mas também anteveem maior possibilidade de conflitos com o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Sete em cada dez entrevistados, ou 70%, disseram esperar atritos entre o governo e o Congresso, alta de 22 pontos em relação ao levantamento feito quatro anos antes.

A pesquisa foi realizada após a eleição presidencial que resultou na quarta vitória de Lula. De acordo com os dados atribuídos ao instituto Quaest, a parcela dos entrevistados que prevê uma relação mais complicada entre o presidente e o STF passou de 33% para 46% na comparação com o período posterior à eleição de 2022.

O levantamento também mediu as expectativas sobre o novo governo. Após a eleição de 2022, 41% dos entrevistados se declaravam otimistas com a gestão que assumiria. Agora, esse percentual é de 44%. Já a parcela dos que se diziam preocupados caiu de 54% para 48%. Apesar da redução, o grupo dos preocupados ainda é maior que o dos otimistas. Entre os chamados independentes, 45% afirmaram estar mais preocupados e 41% se disseram otimistas.

A aprovação do governo aparece em 48%, mesmo percentual registrado na véspera do segundo turno, enquanto a desaprovação é de 44%. Com esses números, o saldo entre aprovação e desaprovação é positivo em quatro pontos. A reportagem também compara o resultado com a série histórica do Datafolha: após a recondução ao cargo, Lula tinha saldo positivo de 38 pontos em 2006; Dilma Rousseff registrava 18 pontos em 2014; e Fernando Henrique Cardoso, dez pontos em 1998.

A pesquisa aponta que 94% dos entrevistados esperam que o novo mandato seja bem-sucedido. Entre bolsonaristas, 80% disseram torcer pelo sucesso da gestão, enquanto 19% afirmaram esperar que ela não seja boa.

Na avaliação de atributos, 73% consideram Lula um líder forte, 61% dizem que ele sabe o que está fazendo e 58% o classificam como cheio de energia. A percepção de que o presidente se importa muito com os outros alcança 55%. A honestidade é o único atributo citado no levantamento com avaliação negativa: 57% afirmam não considerar Lula honesto.

Segundo a pesquisa, a economia, as dívidas e os juros são a principal preocupação para 27% dos entrevistados. A segurança pública aparece em seguida, com 17%. Sobre a evolução da economia nos 12 meses seguintes, houve empate entre os que esperam melhora e os que projetam piora: ambos os grupos representam 39%. Entre as promessas mencionadas pelos entrevistados, 17% apontam o fim da escala 6×1 e 16% citam a isenção de impostos sobre a cesta básica.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, avaliou que há expectativa de sucesso para o governo e percepção positiva sobre atributos de Lula, mas também preocupação com o futuro, especialmente com a economia, e menor margem de aprovação para o presidente reeleito.

Redação

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