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Meta afirma ao TSE que contas de Lula alcançaram 50% mais pessoas que as de Flávio no Instagram

Por • Publicado em 7 de novembro de 2026 • Atualizado em 7 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Imagem editorial ilustrativa de urna em local de votação, sem candidatos ou partidos.
Imagem editorial ilustrativa gerada por IA para contextualizar a pauta eleitoral. Crédito: Jornal Ponto Crítico / imagem ilustrativa

Comparação apresentada pela empresa considera publicações nas primeiras 24 horas da propaganda eleitoral e distribuição orgânica, sem anúncios

Segundo reportagem publicada no portal Agenda do Poder, a Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as contas oficiais da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva alcançaram cerca de 50% mais pessoas que as de Flávio Bolsonaro no Instagram durante o período de propaganda eleitoral. A comparação, segundo a empresa, considera as primeiras 24 horas após a publicação dos conteúdos.

Os dados foram apresentados pela Meta em resposta a questionamentos sobre um suposto favorecimento de conteúdos ligados à candidatura de Flávio Bolsonaro. O TSE havia solicitado esclarecimentos depois que a campanha de Lula apontou uma possível desvantagem na distribuição de publicações favoráveis ao candidato do PT.

No levantamento que considera os perfis registrados pelas campanhas no TSE, a empresa afirmou que os conteúdos das contas de Lula alcançaram 1,5 vez o público atingido pelas contas de Flávio. A Meta informou que a comparação considera a distribuição orgânica, sem anúncios.

A companhia também sustentou que Lula publicou com mais frequência, enquanto Flávio obteve maior alcance por publicação. Segundo a empresa, a maior parte do alcance das contas dos candidatos veio de seus próprios seguidores. O acesso por pessoas que não acompanhavam os perfis teria ocorrido principalmente por compartilhamentos e visitas diretas às contas.

A Meta apresentou ainda uma análise ampliada, com conjuntos diferentes de contas. De um lado, foram reunidos perfis associados a Lula, André Janones (Rede-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP). Do outro, foram consideradas contas ligadas a Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal.

Nesse segundo recorte, a empresa afirmou que o número de pessoas que visualizaram ao menos um conteúdo das contas classificadas como oposição foi 13% superior ao registrado pela base governista. A comparação não reúne os mesmos perfis do levantamento sobre as contas oficiais das campanhas presidenciais.

Ao explicar as diferenças entre as publicações, a Meta citou fatores como frequência de postagem, estratégias digitais, tempo de visualização, curtidas, comentários e concorrência com outros conteúdos. Os números foram apresentados pela própria empresa em sua manifestação perante a Justiça Eleitoral.

Redação

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