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PF pede mais 90 dias para concluir inquérito sobre financiamento do filme Dark Horse

Por • Publicado em 17 de outubro de 2026 • Atualizado em 17 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
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Investigação tramita no STF e inclui perícias contábeis e pedido de cooperação internacional com os Estados Unidos

A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por 90 dias do inquérito que apura pagamentos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O pedido foi apresentado na sexta-feira (16). Segundo o delegado Anderson Rodrigo Andrade de Lima, responsável pela investigação, o prazo adicional é necessário para concluir perícias contábeis e acompanhar a tramitação de um pedido de cooperação internacional com os Estados Unidos.

A cooperação busca obter registros financeiros de entidades estrangeiras que teriam recebido repasses relacionados ao filme. A PF também analisa documentos entregues pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, delator do caso Master.

De acordo com as informações tornadas públicas, os documentos indicariam repasses para o fundo de investimentos Havengate Development, criado nos Estados Unidos para receber pagamentos destinados à produção. A apuração ainda investiga a origem e a destinação dos recursos.

O caso chegou ao STF após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a investigação sobre um pedido de dinheiro feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Vorcaro para custear as gravações. Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito em julho e passou à condição de investigado.

A investigação veio a público após a divulgação de uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano anterior, na qual o senador teria solicitado recursos para financiar o filme. Flávio negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e afirmou que os recursos eram privados.

A prorrogação solicitada pela PF ainda depende de decisão do ministro André Mendonça. O inquérito permanece em fase de investigação, e as informações descritas não representam conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos investigados.

Redação

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