Projeto estima cerca de R$ 20 milhões em investimentos e prevê reformulação de linhas, novos abrigos e recuperação de corredores de ônibus
O plano de recuperação do Sistema de Transporte Coletivo de Anápolis (STPA) prevê a construção de sete novos microterminais em diferentes regiões do município, além do terminal da região Central. A estimativa da administração é investir cerca de R$ 20 milhões nas estruturas.
A proposta é descentralizar a operação do sistema, que atualmente concentra a passagem dos passageiros pelo Centro, inclusive em deslocamentos entre bairros próximos. A projeção foi elaborada pela Secretaria de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente em conjunto com a Agência Reguladora do Município (ARM), responsável pela fiscalização do contrato com a Urban.
A administração avalia áreas para a instalação dos microterminais na Grande Jaiara, no Jardim das Américas, no Parque Brasília, no Setor Aeroporto, no Daia e no Parque das Nações. O texto divulgado não detalha a localização do sétimo novo terminal, embora mencione que as estruturas se somariam à unidade da região Central.
Segundo as informações divulgadas, os recursos para os terminais são provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, no eixo de mobilidade. O PAC Mobilidade teria garantido R$ 183 milhões a Anápolis, mas o corpo técnico do município ainda deverá apresentar projetos ao Ministério das Cidades para assegurar os recursos.
De acordo com a administração, a avaliação das áreas deve ser seguida, quando necessário, por processos de desapropriação de terrenos privados e pela elaboração dos projetos executivos. A previsão informada é concluir essa etapa até o fim do ano, incluindo o andamento dos projetos licitatórios. As obras são planejadas para começar no ano que vem.
O pacote também inclui a reformulação das linhas de ônibus, a construção de novos abrigos e a recuperação da pavimentação dos corredores de transporte coletivo. A prefeitura espera ainda renovar a frota da Urban por meio de financiamento federal.
O projeto de mobilidade prevê, adicionalmente, cerca de 200 quilômetros de ciclovias, divididos em etapas. A primeira fase deverá implantar 50 quilômetros, priorizando os principais corredores de deslocamento. Para essa iniciativa, o município teria cerca de R$ 135 milhões provenientes de programas federais.




