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Trabalho infantil recua 9,2% entre 2024 e 2025, aponta IBGE

Por • Publicado em 16 de outubro de 2026 • Atualizado em 16 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa contextual gerada pelo Jornal Ponto Crítico; não documenta um evento específico. Crédito: Jornal Ponto Crítico / imagem ilustrativa

Pesquisa mostra 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos nessa situação no país; percentual caiu de 4,3% para 4%

O Brasil tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 4% da população nessa faixa etária. O número representa uma redução de 9,2% em relação a 2024, quando havia 1,65 milhão, ou 4,3% da população, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com 2016, quando 2,1 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos estavam em situação de trabalho infantil, o recuo foi de 28,6%. Naquele ano, o grupo correspondia a 5,2% da população nessa faixa etária.

De acordo com o IBGE, o trabalho infantil caiu 15,7% entre 2016 e 2019. Em 2022, houve alta de 7%, principalmente em razão da pandemia de covid-19. Na sequência, o indicador recuou 14,7% de 2022 para 2023 e voltou a subir 2,1% entre 2023 e 2024.

O instituto considera trabalho infantil qualquer atividade econômica remunerada ou trabalho para autoconsumo realizado por crianças de até 13 anos. Para adolescentes de 14 e 15 anos, é permitido apenas o trabalho na condição de aprendiz. Aos 16 e 17 anos, é permitida somente ocupação com carteira assinada, vedadas atividades insalubres, perigosas e em horário noturno.

O pesquisador do IBGE Gustavo Fontes atribuiu a redução de 2025 a um conjunto de fatores. Entre eles, citou políticas públicas, incluindo ações do Ministério Público do Trabalho, o Bolsa Família, o aumento da renda domiciliar per capita e da renda do trabalho e o desempenho do mercado de trabalho. Segundo Fontes, a taxa de desocupação atingiu mínimos históricos no período mencionado pela pesquisa.

Os dados também mostram diferenças na renda média per capita dos domicílios com pessoas de 5 a 17 anos. Em 2025, o rendimento médio era de R$ 660 nos domicílios que recebiam o Bolsa Família e de R$ 1.990 naqueles que não recebiam o benefício. De acordo com Fontes, essa diferença indica que o programa está direcionado aos domicílios de menor rendimento.

Redação

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