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André Janones rejeita ministério e diz que continuará na Câmara

Por • Publicado em 2 de novembro de 2026 • Atualizado em 2 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Jornal Opção

Deputado afirma que permanecerá na Rede Sustentabilidade e manterá atuação na mobilização digital de apoiadores de Lula

O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que não aceitará um cargo de ministro no governo Luiz Inácio Lula da Silva e que continuará exercendo o mandato na Câmara dos Deputados. A declaração foi dada em entrevista exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo, 1º.

Janones disse que pretende manter sua atuação política e nas redes sociais, especialmente na mobilização digital de apoiadores do presidente. Na madrugada da segunda-feira, 2, ele voltou a tratar do assunto em um áudio enviado a integrantes do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

De acordo com o deputado, assumir um ministério poderia limitar sua liberdade para defender o governo. Ele também afirmou que a mobilização digital deve continuar como forma de contribuir para a governabilidade de Lula.

O canal “Exército do Lula” foi criado para reunir apoiadores e ampliar a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente. Durante a campanha eleitoral, a iniciativa ultrapassou dez milhões de seguidores, segundo as informações divulgadas. A estratégia incluía o compartilhamento de mensagens e vídeos pelos participantes, que também eram estimulados a convidar novos integrantes. A atuação do canal foi questionada pela campanha adversária na Justiça Eleitoral.

Janones também declarou que não pretende deixar a Rede Sustentabilidade. Ele justificou a permanência pela independência política e pela lealdade à legenda.

O deputado ganhou projeção durante a greve dos caminhoneiros de 2018, quando passou a publicar vídeos sobre a paralisação nas redes sociais. No mesmo ano, conquistou o primeiro mandato como deputado federal por Minas Gerais, pelo Avante, conforme as informações divulgadas.

A participação de Janones na campanha de Lula ocorreu no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Durante o discurso de vitória na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente agradeceu ao deputado e o chamou de “general”.

Redação

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