Deputados defendem análise criteriosa do projeto que prevê alterações nos fundos administrados pela Goiasprev e participação de entidades de servidores
A Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento realizou, na tarde de quarta-feira, 14, audiência pública para discutir o projeto de lei nº 15934/26, de autoria da Governadoria, que propõe mudanças na estrutura dos fundos administrados pela Goiás Previdência (Goiasprev). Durante o encontro, os deputados Bia de Lima (PT) e Lineu Olimpio (MDB) defenderam o aprofundamento das discussões e a participação de entidades representativas do funcionalismo público.
A audiência ocorreu na Sala das Comissões Júlio da Retífica e tratou da reestruturação dos fundos previdenciários do Estado de Goiás. A proposta inclui a possibilidade de transferência de aposentados e pensionistas do Fundo Financeiro, apontado como deficitário, para o Fundo Previdenciário, que apresenta superávit, segundo a exposição feita durante a reunião.
Bia de Lima afirmou que a matéria é complexa e requer cautela. De acordo com a deputada, a participação das entidades representativas dos servidores pode contribuir para que os parlamentares considerem as posições das categorias antes da votação. Ela também destacou que eventuais mudanças na previdência podem produzir impactos para o funcionalismo público ao longo dos anos.
A parlamentar disse que a audiência foi viabilizada após entendimento com o líder do Governo, deputado Talles Barreto (UB), que solicitou vista do projeto. Segundo Bia de Lima, o pedido suspendeu temporariamente a análise e abriu espaço para manifestações das entidades representativas dos servidores.
Lineu Olimpio ressaltou que o adiamento da discussão para depois do período eleitoral permitiu aos parlamentares examinar melhor o conteúdo da proposta e esclarecer dúvidas. O deputado também defendeu a apresentação de esclarecimentos técnicos pela Goiasprev, em razão da relevância do projeto encaminhado pelo Executivo estadual.
A audiência prossegue com a participação de representantes da gestão previdenciária e de entidades ligadas ao funcionalismo público, que podem apresentar considerações e questionamentos sobre os possíveis impactos da reestruturação dos fundos. O conteúdo disponível não registra uma decisão final sobre o projeto.




