Economia

Conferência reúne empreendedores negros e representantes de empresas em São Paulo

Por • Publicado em 30 de outubro de 2026 • Atualizado em 30 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Agência Sebrae

Evento Future in Black 2026 debateu economia global, geopolítica, investimentos e inteligência artificial; Sebrae participou com 115 empreendedores

A FIB Global Conference 2026 – Future in Black foi realizada nesta quarta-feira (28), no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, com a participação de executivos, investidores, representantes de grandes empresas e 115 empreendedores negros ligados ao Sebrae.

A programação abordou as transformações da economia global, os impactos da geopolítica sobre os investimentos e o avanço da inteligência artificial. Entre as empresas representadas no encontro estavam BlackRock, Bank of America, Bayer, B3, Natura e SulAmérica Investimentos.

A participação do Sebrae teve como objetivo aproximar pequenos negócios de grandes corporações e de oportunidades comerciais. Segundo levantamento do Sebrae baseado na PNAD Contínua, 15,8 milhões de pessoas negras estão à frente de negócios no Brasil, o equivalente a 52,3% dos empreendedores brasileiros. O mesmo levantamento aponta que o rendimento médio dos empreendedores negros corresponde a 56% do registrado entre os brancos.

A abertura foi conduzida pelo apresentador e escritor Manoel Soares. Maiko Pinheiro, fundador e COO do Future in Black, afirmou que a conferência resultou de um ano de trabalho e destacou a mobilização de parceiros e apoiadores para a realização do evento.

Durante os debates, Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, afirmou que a expansão da inteligência artificial, o envelhecimento da população e a fragmentação geopolítica estão alterando a economia mundial. Ela também mencionou um cenário de custos crescentes, endividamento dos governos e juros elevados, com possíveis impactos sobre investimentos e sobre a preparação de empresas e profissionais.

De acordo com a organização do evento, a rede ligada à conferência já movimentou mais de R$ 50 milhões em negócios. Bruno Barino, CEO da BlackRock no Brasil, apontou a fragmentação geopolítica como uma das forças que alteram o funcionamento dos mercados.

Redação

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