Luis Grande, da Baires Fly, afirmou que um operador transferiu US$ 150 mil de uma conta em banco americano; identidade do contratante não foi revelada
O dono da empresa Baires Fly, Luis Grande, afirmou que o voo que levou Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas a Miami foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico por meio de uma conta nos Estados Unidos. Segundo o empresário, o operador transferiu US$ 150 mil, valor equivalente a R$ 800 mil segundo as informações divulgadas.
Grande declarou que foi contratado por um intermediário que atua na venda de voos e mora nos Estados Unidos. O empresário afirmou não conhecer o contratante efetivo e disse que não revelaria a identidade do operador. De acordo com o relato, o voo havia sido solicitado para segunda-feira (26) e depois foi adiado para a tarde de terça-feira (27).
Flávio Bolsonaro, a esposa e as duas filhas partiram à 0h22 de quarta-feira (28), do aeroporto argentino de Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil. Eles teriam passado pelo controle migratório por terra antes do embarque, segundo autoridades argentinas.
As informações divulgadas também relatam que Flávio cruzou a fronteira com a Argentina e seguiu para Miami em um jato particular depois de ser proibido de deixar o Brasil e ter os passaportes cancelados por ordem do Supremo Tribunal Federal. O senador é descrito como alvo de dois inquéritos por lavagem de dinheiro.
Os jornais The New York Times e The Wall Street Journal publicaram que o avião teria sido contratado por Jason Miller, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Casa Branca não se pronunciou sobre essa versão. Luis Grande, no entanto, afirmou que não conhecia o verdadeiro contratante.
A Baires Fly é citada em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina. O caso provocou, em 2025, um escândalo no governo do presidente argentino Javier Milei, conforme as informações divulgadas.




