Representantes do Maranhão e de Rondônia assumiram posições no comitê do programa, que prevê R$ 130 milhões em investimentos e alcance estimado de 6 mil famílias
Representantes de cooperativas extrativistas do Maranhão, Pará e Rondônia participaram de uma cerimônia na sede do Sebrae Nacional, em Brasília. Anderson Uruam Suruí, de Rondônia, tomou posse como titular, e Divina Lopes, do Maranhão, como suplente no Comitê de Governança do Coopera+ Amazônia.
O Coopera+ Amazônia é executado pelo Sebrae com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até 2030. Segundo as informações divulgadas sobre a iniciativa, o programa reúne investimentos de R$ 130 milhões oriundos do Fundo Amazônia e tem como foco a agregação de valor às cadeias produtivas de babaçu, açaí, cupuaçu e buriti, entre outros produtos.
A previsão apresentada pelo Sebrae é beneficiar 50 cooperativas de cinco estados da Amazônia Legal: Pará, Rondônia, Maranhão, Acre e Amazonas. A expectativa da instituição é alcançar 6 mil famílias, aproximadamente 12 mil pessoas.
Anderson Uruam Suruí é liderança indígena, presidente e fundador da Cooperativa Suruí de Desenvolvimento e Produção Agroflorestal Sustentável (COOPSUR), de Rondônia. Divina Lopes representa a Cooperativa Mista dos Assentamentos de Reforma Agrária da Região Tocantina (COOMARA), de Imperatriz, no Maranhão.
Durante a execução do projeto, as cooperativas deverão participar de ações voltadas à inovação gerencial e produtiva, ao acesso a novos mercados e ao fortalecimento da cultura cooperativista. A composição do comitê foi apresentada como uma forma de ampliar a participação das comunidades extrativistas, comunidades tradicionais e povos originários na condução da iniciativa.
Em declaração divulgada durante o encontro, Suruí afirmou que as comunidades indígenas precisam encontrar formas de transformar sua produção em produtos brasileiros, associando a preservação realizada pelos povos a uma visão empreendedora.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, disse que o projeto busca promover renda e inclusão e classificou a iniciativa como uma política de Estado voltada à sustentabilidade. O chefe de gabinete da Diretoria Técnica do Sebrae, Alessandro Machado, destacou a possibilidade de conciliar atividade econômica e conservação ambiental. Já Ana Carolina Westrup, analista de Inovação e coordenadora do Coopera+ Amazônia, afirmou que a participação das cooperativas deve contribuir para levar ao projeto informações sobre a realidade local.




