Associados deverão analisar a dissolução da cooperativa, a nomeação de um liquidante e medidas para renegociar dívidas e obter recursos
Segundo reportagem publicada no portal AgFeed, a Cotribá convocou os associados para uma assembleia geral extraordinária em 20 de outubro. Conforme comunicado atribuído à cooperativa, a reunião discutirá a possibilidade de dissolução e abertura de processo de liquidação da entidade, que tem dívidas superiores a R$ 1 bilhão, segundo a reportagem.
O comunicado foi divulgado em 9 de outubro pelo novo presidente da Cotribá, Sergio Strentzke, de acordo com o AgFeed. Entre os temas previstos está a nomeação de um liquidante para conduzir o procedimento.
Caso a proposta seja aprovada, a cooperativa poderá continuar operando durante o processo e deverá acrescentar a expressão “em liquidação” à sua denominação social. A liquidação extrajudicial também permitiria negociar diretamente com os credores um plano de pagamento das dívidas. A adesão dos credores às condições propostas, porém, seria voluntária, conforme a reportagem.
A assembleia deverá ainda deliberar sobre os poderes do liquidante, incluindo a busca de recursos financeiros, a renegociação de dívidas e a negociação de ativos da Cotribá. O edital mencionado pelo AgFeed prevê a possibilidade de contratação de empréstimos e financiamentos com instituições nacionais e internacionais.
Entre os bancos públicos citados no edital estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), além do Badesul, agência de fomento do governo do Rio Grande do Sul. O documento também prevê operações vinculadas ao Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem-RS) e ao Integrar-RS.
Os associados poderão analisar ainda operações de securitização de direitos creditórios do agronegócio, com emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). A eventual liquidação também poderá afetar CRAs e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) emitidos pela Cotribá, além do Fiagro Cotribá, gerido pela Eco Gestão de Ativos e administrado pelo Banco Daycoval, segundo a reportagem.
Também está prevista a deliberação sobre a autorização para compra e venda de bens da cooperativa e para operações de locação e sublocação de imóveis, bens móveis e equipamentos.



