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Alta do dólar mantém preços da soja firmes no Brasil, enquanto Chicago recua

Por • Publicado em 30 de outubro de 2026 • Atualizado em 30 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Cotações subiram até R$ 2 por saca de 60 quilos em praças acompanhadas pela Safras & Mercado; contrato para novembro de 2026 caía 0,18% em Chicago

Os preços da soja no mercado físico brasileiro registraram predominância de altas na quinta-feira (29), apoiados pela valorização do dólar frente ao real, segundo cotações apuradas pela Safras & Mercado. O movimento compensou parte das perdas dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, que acumulavam cinco sessões consecutivas de queda.

A expectativa da Safras & Mercado era de manutenção do ritmo observado ao longo da semana, com negociações moderadas e preços sustentados pelo câmbio favorável. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria, a sessão de quinta-feira foi marcada pela firmeza das ofertas nos portos e pela maior participação das indústrias esmagadoras nas negociações do mercado interno.

Segundo Silveira, a alta recente do câmbio elevou as indicações dos compradores. Nos portos, as ofertas para entrega imediata apresentaram condições mais favoráveis aos produtores, embora com prazos de pagamento alongados. No interior, as indústrias esmagadoras elevaram as indicações de compra em algumas regiões, buscando garantir o abastecimento até dezembro. Em determinados mercados, os valores oferecidos superaram a paridade de exportação, de acordo com as informações divulgadas.

No mercado físico, as valorizações chegaram a R$ 2 por saca de 60 quilos, especialmente nos portos. Em Passo Fundo (Rio Grande do Sul), a saca foi cotada a R$ 153,00, com alta de R$ 1,00. Santa Rosa (Rio Grande do Sul) registrou R$ 154,00, também com avanço de R$ 1,00. Em Cascavel (Paraná), o preço ficou em R$ 149,00, com alta de R$ 1,00.

Rondonópolis (Mato Grosso) manteve a cotação em R$ 141,00, sem variação. Dourados (Mato Grosso do Sul) teve preço de R$ 143,00, com alta de R$ 1,00. Em Rio Verde (Goiás), a saca foi negociada a R$ 141,00, queda de R$ 1,00.

Nos portos, Paranaguá (Paraná) registrou R$ 160,00 por saca, alta de R$ 1,00, enquanto Rio Grande (Rio Grande do Sul) alcançou R$ 161,00, avanço de R$ 2,00. Os valores são referentes à quinta-feira (29), conforme levantamento da Safras & Mercado.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros continuavam pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, movimento que amplia a disponibilidade da soja no mercado internacional. Na manhã de sexta-feira (30), o contrato com vencimento em novembro de 2026 recuava 0,18%, cotado a US$ 12,17 e meio por bushel. Caso a perda fosse mantida até o fechamento, seria a terceira semana consecutiva de desvalorização na bolsa norte-americana.

Redação

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