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J.P. Morgan prevê impacto limitado de caso de Newcastle nas exportações avícolas brasileiras

Por • Publicado em 20 de outubro de 2026 • Atualizado em 20 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
AgFeed

Banco avalia que medidas adotadas após o surto de 2024 e restrições por área podem reduzir os efeitos sobre JBS e MBRF

Segundo reportagem publicada no portal AgFeed, o J.P. Morgan avalia que a confirmação de um caso de doença de Newcastle em uma granja de perus em Santa Catarina deve ter impacto limitado sobre as exportações brasileiras de produtos avícolas e sobre JBS e MBRF.

O Ministério da Agricultura (Mapa) confirmou a detecção da doença em uma granja de perus em Santa Catarina. Conforme a avaliação atribuída ao J.P. Morgan, foram adotados o isolamento da área e o abate dos animais da propriedade. O banco também espera que o governo imponha uma suspensão temporária das exportações de produtos avícolas até o controle total do foco.

O relatório, assinado pelos analistas Lucas Ferreira, Larissa Perez e Froylan Mendez, considera que o mercado pode aplicar as lições do surto registrado em 2024, quando as consequências foram inicialmente avaliadas como potencialmente mais amplas. Naquele episódio, identificado em uma granja comercial de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, em 17 de julho de 2024, o Mapa determinou o abate sanitário de cerca de 7 mil aves, além de controles de movimentação e da autossuspensão preventiva das exportações.

A suspensão foi retirada em cerca de uma semana para a maioria dos mercados. Em 23 de outubro de 2024, o Brasil declarou à Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, na sigla em inglês) a autodeclaração de liberdade da doença.

Segundo os dados apresentados na publicação, as exportações brasileiras de frango caíram 100 mil toneladas, cerca de 25%, no mês em que as restrições foram aplicadas. O volume se recuperou posteriormente, enquanto os preços médios de exportação não recuaram durante o episódio. O EBITDA de JBS e MBRF, de acordo com a avaliação atribuída ao banco, não foi materialmente afetado, com a retomada das vendas externas.

O J.P. Morgan apontou ainda que vários países teriam alterado seus protocolos de restrição, substituindo proibições nacionais ou estaduais por medidas limitadas ao raio geográfico do foco. No episódio de 2024, as respostas variaram entre os mercados.

A China suspendeu nacionalmente as importações, reabriu os demais estados em 12 de agosto de 2024 e manteve o Rio Grande do Sul sob restrição até 16 de janeiro de 2026. A medida deixou oito plantas paradas por cerca de 18 meses, incluindo unidades de BRF e JBS. O México passou de uma suspensão nacional para uma restrição específica ao Rio Grande do Sul, enquanto a União Europeia limitou as barreiras à área do foco e continuou permitindo produtos tratados por calor.

Redação

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