Agro

Uso de sementes sem certificação cresce 210% entre safras de 2021/2022 e 2025/2026

Por • Publicado em 27 de outubro de 2026 • Atualizado em 27 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
AgFeed

Levantamento da CropLife Brasil estima presença desses materiais em 9,6 milhões de hectares de soja e 47 mil hectares de algodão

Segundo reportagem publicada no portal AgFeed, um levantamento da CropLife Brasil aponta que a utilização de sementes sem certificação avançou 210% entre as safras 2021/2022 e 2025/2026. Os dados são uma atualização do CropData, plataforma da entidade, que representa fabricantes de defensivos agrícolas, biotecnologia e sementes.

O levantamento da CropLife Brasil reúne sementes salvas pelos próprios produtores e sementes consideradas piratas, mas não separa quanto do volume corresponde a cada categoria. Na soja, essas sementes ocupam 9,6 milhões de hectares, o equivalente a aproximadamente 20% da área cultivada no país na temporada atual. Na safra 2021/2022, eram 3,1 milhões de hectares com materiais não certificados.

No algodão, a CropLife Brasil estima a presença de sementes sem certificação em cerca de 47 mil hectares, ou 2,4% da área cultivada no país. A entidade considera o avanço desses materiais um ponto de atenção para o setor, especialmente pelo papel da pesquisa e do desenvolvimento de tecnologias na produtividade agrícola.

A associação também informou que, na soja, variedades geneticamente modificadas que combinam resistência a insetos e tolerância a herbicidas ocuparam 38 milhões de hectares na safra 2025/2026. Segundo os dados apresentados, isso corresponde a 78% de toda a área brasileira destinada à cultura. Outros 1 milhão de hectares, aproximadamente 2% do total, foram cultivados com sementes que apresentam exclusivamente tolerância a herbicidas.

De acordo com a entidade, a combinação de resistência a insetos e tolerância a herbicidas permite o uso de ferramentas de controle de plantas daninhas e oferece proteção genética contra determinadas pragas, como lagartas. Uma das tecnologias citadas é a Bt, desenvolvida a partir de proteínas produzidas pela bactéria Bacillus thuringiensis.

No algodão, as sementes com resistência a insetos e tolerância a herbicidas foram utilizadas em aproximadamente 1,1 milhão de hectares na última safra, representando 55% da área nacional cultivada com a fibra. As variedades exclusivamente resistentes a insetos ocuparam outros 800 mil hectares, ou 40% da superfície plantada. O material publicado não apresenta a conclusão do trecho sobre a presença total de sementes transgênicas no algodão.

Redação

Você também pode gostar