Senador aparece com 46,5% das intenções de voto, contra 45,9% do presidente; diferença caiu de 3,2 para 0,6 ponto percentual
Segundo reportagem publicada no portal JOTA Info, pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira (19/10) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46,5% das intenções de voto estimuladas para o segundo turno das eleições de 2026, ante 45,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença entre os candidatos caiu de 3,2 para 0,6 ponto percentual em uma semana.
De acordo com os dados apresentados, Flávio Bolsonaro oscilou 1,4 ponto percentual para baixo, enquanto Lula avançou 0,8 ponto. Brancos e nulos permaneceram em 4,7%, e o percentual de indecisos subiu de 2,3% para 2,9%. O levantamento passou a divulgar os resultados com uma casa decimal devido à proximidade entre os candidatos e ajustou retrospectivamente a série histórica para permitir comparações na mesma escala.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o senador tem 50,3%, contra 49,7% do presidente. Na semana anterior, esses percentuais eram de 51,6% e 48,4%, respectivamente. A pesquisa classifica a diferença atual de 0,6 ponto percentual como empate técnico.
O levantamento também indica aumento na parcela de eleitores que admitem trocar de candidato, de 6,6% para 8,4%. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 4,7% afirmam não estar convictos da escolha. Entre os apoiadores de Lula, o percentual é de 6%. A taxa chega a 25,1% entre os eleitores que declararam voto branco ou nulo e a 78,4% entre os indecisos.
Considerando a segunda opção de voto dos eleitores não convictos, Flávio Bolsonaro poderia variar dos atuais 46,5% para uma faixa entre 44,4% e 47,2%. Lula, que tem 45,9%, poderia oscilar entre 43,1% e 47,1%. Os limites superiores são próximos, segundo os dados divulgados.
A rejeição a Flávio passou de 47% para 46,8%, enquanto a de Lula caiu de 50,6% para 47,8%. O potencial de voto — formado pelos eleitores que votariam com certeza ou que poderiam votar em cada candidato — aparece em 50,1% para os dois.
A pesquisa também mediu a opinião sobre o fim da escala de trabalho 6×1, descrito no material como aprovado pelo Congresso na semana anterior e defendido por Lula durante a campanha. A proposta é aprovada por 66,2% dos entrevistados e desaprovada por 26,4%.




