Fabricante de Massey Ferguson, Fendt e Valtra informa retração de 15,4% na América Latina e queda nas vendas de tratores e colheitadeiras no Brasil
Segundo reportagem publicada no portal AgFeed, a AGCO registrou receita líquida global de US$ 2,26 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A fabricante das marcas Massey Ferguson, Fendt e Valtra também informou retração de 15,4% na receita da América Latina, para US$ 292,3 milhões.
O lucro líquido da companhia caiu de US$ 302,7 milhões para US$ 50 milhões na comparação anual. O lucro ajustado por ação passou de US$ 1,35 para US$ 1,05.
Segundo Eric Hansotia, CEO da AGCO, a empresa enfrenta o ambiente de demanda global mais fraco em mais de uma década. Conforme a declaração atribuída a ele em comunicação oficial da companhia, a redução da renda agrícola, os custos de produção, os preços das commodities e as incertezas comerciais continuaram afetando a confiança dos produtores. Hansotia também citou uma piora adicional das condições na Europa, no Oriente Médio e na América Latina.
Na América Latina, a retração da receita chegou a 19,1% quando desconsiderado o efeito cambial positivo. A queda nas vendas e nos volumes de produção reduziu em US$ 13 milhões o resultado operacional da região em relação ao terceiro trimestre de 2025.
No Brasil, estimativas da própria AGCO apontam queda de 17% nas vendas de tratores em unidades nos primeiros nove meses de 2026. No mesmo período, as vendas de colheitadeiras recuaram 38%. A fabricante atribuiu o desempenho à menor procura por equipamentos de grande porte, aos juros elevados, às restrições de crédito e à pressão sobre a rentabilidade agrícola. A companhia também relacionou o adiamento de decisões de investimento às incertezas econômicas e políticas.
De janeiro a setembro, a receita da AGCO na América Latina somou US$ 775,3 milhões, queda de 16,8%. Em moeda constante, a retração foi de 22,7%.
Nas demais regiões, Europa e Oriente Médio tiveram queda de 19,1% nas vendas trimestrais, enquanto a América do Norte registrou crescimento de 34,8%.
Para o conjunto de 2026, a AGCO projeta receita entre US$ 9,8 bilhões e US$ 10 bilhões, margem operacional ajustada próxima de 7% e lucro ajustado de aproximadamente US$ 5,50 por ação. Hansotia afirmou que a empresa mantém uma perspectiva de recuperação, sustentada, segundo ele, pela demanda global por alimentos e pela necessidade de aumento da produtividade nas propriedades rurais.




