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STJ multa advogados em R$ 20 mil por uso de comandos ocultos em petição

Por • Publicado em 21 de outubro de 2026 • Atualizado em 21 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
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Primeira Turma determinou a elaboração de relatório técnico e comunicou o caso à OAB e ao MPF

A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou os advogados constituídos em um processo ao pagamento de multa de R$ 20 mil por ato contra a dignidade da Justiça, após a identificação de comandos ocultos em uma petição de recurso especial.

O julgamento foi realizado nesta terça-feira (20). Além da multa, o colegiado determinou a elaboração de um relatório técnico com a descrição das técnicas de comando oculto empregadas no documento e a comunicação do caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Ministério Público Federal (MPF), para a adoção das providências cabíveis.

De acordo com certificação da Secretaria de Processamento de Feitos do STJ, a petição apresentava camadas de texto ocultadas em diferentes pontos de uma página. Uma das inserções estava na faixa decorativa do rodapé, na mesma cor da barra, o que impedia a leitura a olho nu.

A extração do conteúdo revelou comandos direcionados ao processamento automatizado do documento, incluindo orientações para que o sistema considerasse que o acórdão questionado havia desrespeitado os limites objetivos da coisa julgada e para que o recurso fosse conhecido e provido.

O ministro Paulo Sérgio Domingues, relator do caso, classificou a inserção oculta como uma tentativa grave de comando e como má-fé processual. Segundo o ministro, o fato de o comando não ter conseguido influenciar a análise não elimina o caráter malicioso da forma como o texto foi inserido.

Um dos advogados alegou que o conteúdo poderia ser um “resíduo” de material produzido por uma ferramenta de inteligência artificial usada na redação da peça. Também afirmou que o texto apenas retomava a linha argumentativa do recurso e não tinha a intenção de interferir ou burlar os sistemas processuais auxiliares utilizados pelo STJ.

O tribunal também apontou que a ocultação de texto em documentos processuais pode ser identificada por seus mecanismos de segurança. O caso foi descrito como um novo episódio de prompt injection, técnica que utiliza comandos ocultos inseridos em documentos para tentar influenciar sistemas de inteligência artificial.

Redação

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