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Três mulheres de Goiás aparecem em lista da Forbes Brasil sobre o agronegócio

Por • Publicado em 19 de outubro de 2026 • Atualizado em 19 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Jornal Opção

Ana Amélia Paulino, Camila Colpo e Nathália Secco foram incluídas na segunda edição do levantamento, que reúne 100 nomes do setor

Três representantes de Goiás aparecem na segunda edição da lista da Forbes Brasil que reúne 100 mulheres do agronegócio brasileiro. Ana Amélia Paulino, Camila Colpo e Nathália Secco atuam, respectivamente, na pecuária, no setor de sementes e na inovação agrícola, com atividades ligadas a Porangatu, Formosa e Rio Verde.

Ana Amélia Paulino foi uma das primeiras mulheres a presidir o Sindicato Rural de Porangatu. Eleita para o primeiro mandato em 2024, ela disputa a reeleição para um novo período de gestão até 2029. Também preside a Comissão de Equideocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

Advogada, Ana Amélia comanda a Fazenda Barra das Onças, em Trombas, onde coordena um rebanho de aproximadamente 3 mil bovinos da raça Nelore e a criação de cavalos de raça. Porangatu tem cerca de 458 mil cabeças de gado, segundo as informações divulgadas sobre o município.

Camila Colpo é formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e preside, desde 2015, o Conselho de Administração da Boa Safra Sementes, empresa sediada em Formosa. Ao lado do irmão, Marino Colpo, CEO da companhia, ela é cofundadora e acionista controladora da empresa.

A Boa Safra detém cerca de 10% do mercado nacional de sementes de soja. Em 2025, a companhia encerrou o ano com faturamento de R$ 2,5 bilhões, alta de 42% em relação ao período anterior. As sementes são multiplicadas por cerca de 350 agricultores parceiros, em uma área de aproximadamente 300 mil hectares.

Nathália Secco deixou a atividade musical após um problema vocal e passou a atuar no agronegócio. Em 2019, fundou, em Rio Verde, o Orchestra Innovations Center, apresentado como a primeira aceleradora de agtechs de Goiás voltada à inovação tecnológica no setor. A iniciativa permite que startups testem soluções em grandes propriedades rurais. Três anos depois, ela criou a Orchestra Ventures.

Em 2025, Nathália venceu uma premiação na categoria de tecnologia agrícola durante o Global Women in Agritech, realizado na Bélgica. De acordo com as informações divulgadas sobre as iniciativas, as tecnologias aceleradas chegaram a cerca de 200 mil hectares de lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão no sudoeste goiano, com redução média de 40% nos custos com herbicidas.

Redação

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