Unidade em Campo Mourão terá capacidade para processar 1.700 toneladas de milho e produzir aproximadamente 765 mil litros de etanol hidratado por dia
A biorrefinaria da Coamo Agroindustrial Cooperativa, em construção em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná, terá capacidade para transformar diariamente 1.700 toneladas de milho em aproximadamente 765 mil litros de etanol hidratado. A previsão mais recente é que a unidade comece a operar em março de 2027.
O projeto tem investimento estimado em R$ 1,7 bilhão. Quando atingir a capacidade instalada, a fábrica poderá produzir perto de 280 milhões de litros de etanol por ano, segundo dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além do biocombustível, a previsão da Coamo inclui a produção diária de aproximadamente 510 toneladas de DDGS, farelo proteico utilizado principalmente na alimentação animal, e 34 toneladas de óleo de milho. A unidade também deverá contar com geração própria de eletricidade, com capacidade de 30 megawatts, destinada a atender o parque industrial da cooperativa em Campo Mourão.
Parte da matéria-prima deverá ser fornecida pelos próprios cooperados. A Coamo recebe cerca de 3 milhões de toneladas de milho por ano e estima direcionar entre 500 mil e 600 mil toneladas para a produção de biocombustível. De acordo com as informações divulgadas, antes da implantação da fábrica apenas uma parcela pequena do milho recebido era industrializada dentro do complexo.
O BNDES aprovou R$ 500 milhões do Fundo Clima para a implantação da planta. Em julho de 2026, o banco também anunciou R$ 60,5 milhões para ampliar a armazenagem da Coamo no Paraná. Parte desse segundo financiamento será destinada à construção de cinco silos na própria indústria de etanol, em Campo Mourão, com capacidade conjunta para 32,7 mil toneladas de grãos.
Em setembro de 2026, a Coamo informou que as obras haviam ultrapassado 60% do cronograma. O planejamento inicial previa o início das atividades ainda em 2026, mas a atualização mais recente passou a indicar março de 2027 para a entrada em operação.




