Volume caiu 44,1% ante o mesmo período da temporada anterior; crédito do Pronaf avançou 1,7%
O Banco do Brasil desembolsou R$ 31,633 bilhões em financiamentos para o agronegócio entre 1º de julho e 19 de outubro da safra 2026/27. O valor inclui crédito rural e financiamentos à cadeia de valor e ficou 44,1% abaixo dos R$ 56,543 bilhões liberados no mesmo intervalo da safra anterior.
Na agricultura familiar, os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) somaram R$ 8,444 bilhões até 19 de outubro, ante R$ 8,301 bilhões em igual período da temporada anterior. A alta foi de 1,7%.nnNo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), as liberações chegaram a R$ 4,406 bilhões no acumulado da safra, uma queda de 44,2% na comparação anual.nnGilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, atribuiu parte da redução à antecipação do pré-custeio na safra passada. Entre março e junho deste ano, o banco liberou R$ 3,9 bilhões a mais para o Pronamp do que no mesmo período do ano anterior.nnBittencourt também afirmou que a retração nos desembolsos para os demais produtores acompanha movimento observado em cooperativas e em outros bancos, em um cenário de aumento da inadimplência e maior percepção de risco na carteira de crédito rural. Segundo o executivo, os produtores ajustaram operações diante de menor liquidez no setor.nnNos financiamentos por meio de títulos do agronegócio, o Banco do Brasil passou de R$ 6,7 bilhões entre julho e outubro da safra passada para cerca de R$ 3,7 bilhões na temporada atual. A modalidade de investimento concentrou uma retração mais intensa, com exceção do Pronaf.nnPara toda a safra 2026/27, que vai de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027, o Banco do Brasil prevê liberar R$ 210 bilhões ao agronegócio, alta de 0,5% sobre a temporada anterior. Desse total, R$ 170 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, incluindo custeio, investimento, comercialização e industrialização, e cerca de R$ 40 bilhões à agricultura familiar e aos médios produtores.




