Medida foi adotada após a confirmação de um caso de doença de Newcastle em uma granja catarinense; autoridades do Rio Grande do Sul reforçaram a vigilância sanitária
Arábia Saudita e Malásia suspenderam as importações de carne de frango do Brasil após a confirmação de um caso de doença de Newcastle em uma granja de Santa Catarina. A medida pode afetar o mercado nacional, especialmente a região Sul, responsável por 65% da produção brasileira de carne de frango, segundo informações tornadas públicas.
A suspensão das compras deve ter reflexos principalmente no Rio Grande do Sul, onde entidades do setor acompanham os desdobramentos. O estado é apontado como a terceira maior unidade produtora de carne de frango do país, com mais de 830 milhões de cabeças abatidas anualmente.
De acordo com as informações divulgadas, o Paraná lidera a produção, com 7 bilhões de cabeças abatidas, o equivalente a 35% do mercado. Santa Catarina aparece na segunda posição, com 910 milhões de cabeças abatidas. As exportações catarinenses de carne de frango atingiram mais de US$ 2,5 bilhões em 2025.
No Rio Grande do Sul, a atividade gera mais de R$ 12 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB), e a carne de frango é apontada como o terceiro produto mais exportado pelo estado.
As autoridades sanitárias gaúchas adotaram procedimentos de vigilância e mantêm contato com os órgãos de Santa Catarina. A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul informou que não há casos suspeitos registrados e que a vigilância permanece nas fronteiras estaduais.
A China manteve o embargo apenas para a carne de frango procedente de Santa Catarina, conforme as informações disponíveis. A avaliação apresentada é que os efeitos da suspensão podem ser reduzidos, e que a situação poderá se normalizar nas próximas semanas, dependendo das medidas de biosseguridade adotadas.




