Economia

CNI reduz de 2% para 1,6% projeção de crescimento do PIB em 2026

Por • Publicado em 29 de outubro de 2026 • Atualizado em 29 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
CBIC - Construção

Confederação prevê avanço menor para a indústria, de 2% para 1,3%, e queda de 0,7% na indústria de transformação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2026. A revisão consta do Informe Conjuntural do 3º Trimestre, divulgado na quarta-feira (28), e foi atribuída principalmente às perspectivas menos favoráveis para a indústria de transformação e os serviços.

Segundo a CNI, os efeitos negativos desses segmentos devem superar o avanço previsto para a agropecuária e a indústria extrativa. A entidade também reduziu de 2% para 1,3% a projeção de crescimento da indústria, a maior revisão negativa entre os setores mencionados no informe.

A indústria extrativa teve estimativa de expansão de 9,1%, mas esse resultado não seria suficiente para compensar o desempenho da indústria de transformação. Para o segmento, a CNI passou a projetar queda de 0,7% em 2026, ante a previsão de alta de 0,6% divulgada em julho.

De acordo com a entidade, a indústria de transformação enfrenta queda da demanda interna, piora das condições financeiras de empresas e famílias, entrada substancial de produtos importados e aumento dos custos de produção. Em declaração reproduzida no informe, Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, associou o desempenho dos setores mais dependentes do mercado interno à maior sensibilidade aos juros.

A projeção de crescimento da indústria da construção foi mantida em 1,5%. A CNI apontou a expansão do Minha Casa, Minha Vida e os investimentos em infraestrutura como fatores de sustentação do setor.

Para os serviços, a estimativa passou de alta de 1,9% para avanço de 1,6%. A revisão foi relacionada ao volume de serviços praticamente estável desde o fim do ano anterior e à desaceleração do comércio varejista, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao crédito.

A fonte também afirma que a agropecuária foi o único setor produtivo com revisão positiva, impulsionada pela revisão da segunda safra de milho. O material disponibilizado, porém, não apresenta a projeção numérica atualizada para o setor.

Redação

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