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Soja reage com alta do dólar na última semana de outubro, mas fecha mês em queda

Por • Publicado em 3 de novembro de 2026 • Atualizado em 3 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Indicadores do Cepea registraram avanço de 3,77% no Paraná e de 4,25% em Paranaguá entre os dias 23 e 30; no acumulado mensal, houve perdas de 1,74% e 1,66%

Os preços da soja reagiram na última semana de outubro acompanhando a valorização do dólar frente ao real, mas os indicadores do Cepea para Paraná e Paranaguá encerraram o mês em baixa. Entre 23 e 30 de outubro, as cotações subiram 3,77% e 4,25%, respectivamente, enquanto o acumulado mensal registrou quedas de 1,74% e 1,66%.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontam que a alta do dólar aumentou a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, estimulou o interesse de compradores estrangeiros e elevou a liquidez das negociações domésticas.

No dia 30 de outubro, o indicador Cepea/Esalq Paraná fechou a R$ 152,22 por saca de 60 quilos. Em Paranaguá, o indicador alcançou R$ 158,88 por saca. Apesar da recuperação na reta final do mês, os preços permaneceram abaixo dos níveis registrados no início de outubro.

Nas principais regiões produtoras mencionadas nos dados, Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, encerrou o período com a saca a R$ 153,00, ante R$ 155,50 no início do mês. Em Cascavel, no Paraná, a cotação recuou de R$ 150,50 para R$ 149,00. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, passou de R$ 148,00 para R$ 141,00. No porto de Paranaguá, o referencial acompanhado pelo mercado caiu de R$ 161,50 para R$ 160,00.

A valorização do dólar acompanhou uma alta superior a 5% da moeda durante outubro e ajudou a limitar as perdas no mercado brasileiro. O movimento ocorreu em um cenário de desvalorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago e de menor ritmo de comercialização no mercado nacional.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros de soja com vencimento em janeiro acumularam queda de 6,05% em outubro e terminaram o período a US$ 12,30 por bushel. A evolução da colheita nos Estados Unidos, com perspectiva de produção recorde, pressionou as cotações internacionais, apesar do suporte associado à demanda chinesa.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o fortalecimento do dólar também ampliou o interesse por negociações no mercado disponível, conhecido como spot. A procura por negócios imediatos foi relacionada às incertezas sobre os custos de transporte nos meses seguintes, especialmente diante da possibilidade de novos aumentos nos preços do diesel.

Redação

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