Professora e pesquisadora teve atuação na educação, na botânica e na defesa da preservação de áreas verdes da capital
Nascida em 23 de setembro de 1916, Amália Hermano Teixeira completaria 110 anos em 2026. Professora, jornalista, historiadora, advogada e pesquisadora, ela dá nome ao Jardim Botânico de Goiânia desde 1998.
Amália Hermano Teixeira nasceu em Natividade, então município do norte de Goiás e atualmente pertencente ao Tocantins. Passou parte da infância em Itaberaí e na Cidade de Goiás, estudou no Lyceu de Goiás entre 1930 e 1934 e formou-se pela Escola Normal Oficial do estado em 1935. No ano seguinte, fez o Curso de Extensão Normal Rural no Rio de Janeiro.
Em 1937, casou-se com o advogado Maximiano da Matta Teixeira e mudou-se para Goiânia. Na capital, foi professora catedrática de Geografia da Escola Normal Oficial e, entre 1962 e 1964, professora de História da Universidade Federal de Goiás. Também participou de clubes agrícolas escolares, iniciativas voltadas ao cultivo da terra e ao ensino rural.
A atuação de Amália incluiu ainda a direção da Imprensa Oficial do Estado, a participação na Revista de Educação de Goiás e a publicação de textos em jornais e revistas. Ela também desenvolveu trabalhos como advogada, ensaísta, historiadora, produtora cultural, folclorista e pesquisadora.
Na área ambiental, integrou a Sociedade Botânica do Brasil e presidiu a Sociedade Goiana de Orquidófilos. Mantinha uma coleção de orquídeas na casa onde viveu, na Rua 24, em Goiânia, e ficou conhecida pela dedicação ao estudo dessas plantas. A variedade Cattleya nobilior amaliae recebeu esse nome em sua homenagem.
Pesquisa da Universidade Estadual de Goiás identificou textos de Amália sobre a construção da nova capital, o Batismo Cultural e as transformações ambientais de Goiânia. Os estudos também registram sua atuação contra a devastação da natureza e em defesa da preservação das áreas verdes da cidade.
Amália morreu em Goiânia em 28 de abril de 1991. Em 5 de maio de 1998, a Lei nº 7.800 denominou o espaço como Jardim Botânico Amália Hermano Teixeira.
A área já estava prevista no plano original de Goiânia, elaborado por Atílio Corrêa Lima, por meio do Decreto-Lei nº 90-A, de 1938. A implantação e a inauguração do Jardim Botânico ocorreram posteriormente, em 1978. Atualmente, o local é bem tombado pelo município e está registrado no Sistema Nacional de Registro de Jardins Botânicos do Brasil.
A estrutura prevê unidades como herbário, diasporoteca, biblioteca, orquidário e coleções vivas. Em 2026, a trajetória de Amália também foi revisitada em um e-book lançado pela Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, com documentos e pesquisas sobre diferentes aspectos de sua atuação.



