Pontífice teve retirado o lobo inferior do pulmão direito e permanece internado no hospital Agostino Gemelli, em Roma
Segundo reportagem publicada no portal Mais Goiás, o papa Leão 14 passou por uma cirurgia para retirar um tumor cancerígeno do pulmão direito na terça-feira (13), em Roma, na Itália. O procedimento confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, segundo informações atribuídas à Santa Sé. O pontífice continua internado no hospital Agostino Gemelli.
A operação foi realizada para remover o lobo inferior do pulmão direito. Após o procedimento, os médicos iniciaram exames complementares para verificar se a doença está restrita ao pulmão ou se houve disseminação para outras partes do corpo. A avaliação deverá orientar a necessidade de tratamentos adicionais, como quimioterapia, radioterapia, terapia direcionada ou imunoterapia, conforme a publicação.
Especialistas citados na reportagem apontam que o prognóstico do adenocarcinoma pulmonar pode ser favorável quando o tumor é identificado em estágio inicial. Nessa situação, a taxa de sobrevivência em cinco anos pode variar de 80% a 98%, especialmente após a remoção cirúrgica. A perspectiva, no entanto, depende do estágio da doença e da eventual presença de células cancerígenas em outras regiões.
O Vaticano divulgou novas informações sobre o estado de saúde do papa na quarta-feira (14). Leão 14 está no décimo andar do hospital Agostino Gemelli, em um quarto próximo a uma suíte papal que possui uma capela privada e está em reforma. Antes da cirurgia, o Vaticano havia informado que a previsão era de aproximadamente uma semana de internação. Até o momento, não foi anunciada alteração nesse prazo.
Todas as audiências do pontífice foram canceladas até 20 de outubro. A viagem à América do Sul, prevista para ocorrer entre 6 e 17 de novembro, permanece confirmada na agenda oficial, segundo as informações divulgadas.
Aos 71 anos, Leão 14 enfrenta o primeiro problema de saúde divulgado publicamente desde sua eleição como papa, em maio de 2025. Durante a oração do Angelus no domingo (11), na Praça de São Pedro, o próprio pontífice anunciou que precisaria passar pela cirurgia e afirmou que exames recentes haviam identificado um nódulo no pulmão, em estágio inicial e bem localizado. Posteriormente, o Vaticano esclareceu que os exames eram de rotina e que o papa não apresentava sintomas.




