Brasil

Desmatamento recua 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado em 12 meses

Por • Publicado em 17 de outubro de 2026 • Atualizado em 17 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Imagem da matéria

Dados divulgados pelo governo federal, com base no monitoramento do Inpe, apontam as menores extensões das séries históricas dos dois biomas

O desmatamento caiu 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado entre agosto de 2025 e julho de 2026, na comparação com os 12 meses anteriores. Os dados foram divulgados pelo governo federal com base no monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na Amazônia, a área desmatada passou de 5.731 km² para 3.335 km². De acordo com os dados apresentados, o resultado representa a menor extensão registrada no bioma desde 1988.

No Cerrado, o desmatamento recuou de 7.235,27 km² para 5.516,69 km² no mesmo tipo de comparação. A área foi apontada como a menor da série histórica do bioma desde 2001.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, comemorou os números e afirmou que eles representam um resultado esperado por ambientalistas. Segundo o ministro, a redução gradual do desmatamento estaria relacionada a três pilares: uso de dados científicos na formulação das políticas, participação da sociedade por meio de conselhos estaduais e municipais e adesão de prefeitos e governadores às ações de combate ao desmatamento.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, atribuiu o resultado à coordenação entre ministérios, à cooperação com estados e municípios e à participação da sociedade.

Segundo o governo federal, entre as medidas que contribuíram para a queda estão o fortalecimento das operações da Polícia Federal, o aumento dos investimentos no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a criação de 18 novas unidades de conservação e a homologação de 20 terras indígenas. O governo informou ainda que quase 8 mil inquéritos sobre crimes contra o meio ambiente foram instaurados pela Polícia Federal entre 2023 e 2026.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o mercado exportador do agronegócio nacional é o principal beneficiário da redução do desmatamento. Na avaliação dele, a exigência de práticas agrícolas sustentáveis por países e blocos comerciais tem aumentado. O trecho divulgado sobre essa declaração termina antes da conclusão do exemplo citado pelo ministro.

Redação

Você também pode gostar