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Goiás deve produzir 33,6 milhões de toneladas de grãos em 2026, estima IBGE

Por • Publicado em 18 de outubro de 2026 • Atualizado em 18 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Jornal Opção

Estado aparece na quarta posição entre os maiores produtores do país, atrás de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul

Goiás deve produzir 33,6 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, segundo estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa 9,5% das 354,5 milhões de toneladas previstas para o Brasil e coloca o estado na quarta posição nacional.

A produção goiana estimada para 2026 fica atrás da projetada para Mato Grosso, com 114,2 milhões de toneladas; Paraná, com 47,3 milhões; e Rio Grande do Sul, com 37 milhões. Na sequência aparece Mato Grosso do Sul, com 30,1 milhões de toneladas, seguido por Minas Gerais, com 19,4 milhões.

De acordo com a estimativa do LSPA, os cinco maiores produtores — Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul — concentram aproximadamente 74% da produção nacional. Mato Grosso responde por 32,2% da safra brasileira, seguido por Paraná, com 13,3%; Rio Grande do Sul, com 10,4%; Goiás, com 9,5%; e Mato Grosso do Sul, com 8,5%.

Apesar da quarta posição no ranking nacional, a produção de Goiás deve recuar em relação a 2025. O volume estimado passou de 39 milhões de toneladas no ano passado para 33,6 milhões em 2026, uma redução de 13,7%. A área plantada teve variação menor, de 0,2%, passando de 8,30 milhões para 8,28 milhões de hectares.

O milho de segunda safra é apontado como o principal fator de impacto na redução. A produção estimada para 2026 é de aproximadamente 10 milhões de toneladas, ante 14,5 milhões em 2025, queda de 31,1%. A área plantada recuou 8,9%, enquanto o rendimento médio caiu de 6.572 para 4.971 quilos por hectare, redução de 24,4%.

A soja, principal cultura goiana em volume produzido, também deve registrar queda. A previsão é de 19,8 milhões de toneladas, 2,7% abaixo das 20,3 milhões de toneladas da safra anterior. A área plantada cresceu 1% e chegou a 5,17 milhões de hectares, mas o rendimento médio caiu 3,6%, de 3.970 para 3.826 quilos por hectare.

Para o milho de primeira safra, a estimativa é de aproximadamente 1,4 milhão de toneladas, redução de 4,8%. Nesse cultivo, a área plantada aumentou 5,8%, enquanto o rendimento por hectare recuou 10%.

Redação

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