Prefeito afirmou que administração prepara mecanismos para localizar bens e defendeu condições menos vantajosas em renegociações tributárias
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou que a administração municipal pretende intensificar a cobrança de quase R$ 9 bilhões em dívidas concentradas entre 100 devedores. A declaração foi feita na segunda-feira (26), durante a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026, na Câmara Municipal.
Segundo Mabel, a Prefeitura de Goiânia está desenvolvendo mecanismos para localizar bens e identificar o patrimônio de devedores. A intenção, de acordo com o prefeito, é ampliar a recuperação dos valores e evitar que contribuintes permaneçam inadimplentes sem cobrança efetiva.
“Quase R$ 9 bilhões de reais de dívidas estão na mão de 100 devedores. Esse pessoal nós temos que cobrar deles, não é possível ficar R$ 9 bilhões de dívidas na mão de 100 pessoas”, afirmou o prefeito.
Mabel também defendeu uma diferenciação entre contribuintes que mantêm os pagamentos em dia e aqueles que deixam de cumprir as obrigações fiscais. Para ele, a falta de cobrança desestimula quem paga regularmente os tributos.
“Não é possível que alguém pague e alguém não pague, e fique sem cobrar. Aí é um desestímulo para quem paga”, declarou.
Durante a prestação de contas, o prefeito comentou ainda o programa de renegociação de dívidas tributárias que avançou na Câmara Municipal. Mabel disse que não pretendia lançar novos programas de recuperação fiscal com frequência porque a repetição dos benefícios poderia estimular contribuintes a adiar o pagamento dos impostos à espera de descontos.
Segundo o prefeito, a Prefeitura reduziu os descontos para limitar o período de adesão e atender também a uma iniciativa de negociação promovida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Ele afirmou que a administração pretende manter uma política de cobrança mais rigorosa, com condições menos vantajosas para quem não paga os tributos no prazo.
A renegociação, conforme Mabel, continuará disponível para contribuintes que não conseguem quitar os débitos, mas não deverá oferecer vantagem em relação ao pagamento regular. A estratégia foi apresentada como parte da política de controle das contas municipais e de ampliação da arrecadação. Na ocasião, o prefeito também mencionou a preservação de recursos para investimentos em saúde, educação e infraestrutura.




