Ocorrência foi registrada pela Polícia Militar no Parque das Nações; envolvidos apresentaram versões diferentes sobre a discussão
Uma discussão entre vizinhos no Parque das Nações, em Goiânia, terminou com relatos de mordida de cachorro, ofensas homofóbicas e religiosas, além de ameaça. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar na segunda-feira (26), mas os agentes não presenciaram os acontecimentos e os envolvidos apresentaram versões distintas.
Segundo informações divulgadas à imprensa, o caso começou depois que um homem teria sido mordido na rua pelo cachorro de vizinhos. Ao cobrar os responsáveis pelo animal, ele e o namorado afirmaram ter sido alvo de xingamentos e intimidações. Entre as expressões relatadas estavam “viadinho” e “macumbeiro”. O casal também disse que um dos vizinhos fez um gesto simulando uma arma e afirmou que iria encontrá-los posteriormente.
Os dois relataram ainda que o cachorro já havia mordido alguém anteriormente. Depois do episódio, procuraram a Central de Flagrantes, solicitaram exames de corpo de delito, apresentaram vídeos e manifestaram interesse em representar criminalmente contra os envolvidos.
A outra versão apresentada no registro é a de que o portão de uma residência teria sido chutado durante a discussão. Um segundo chamado à Polícia Militar mencionou que um homem alterado teria arremessado um objeto que atingiu uma criança de dois anos. Não foram apresentados exame, fotografia ou atendimento médico para confirmar o ferimento informado.
A equipe policial chegou após os acontecimentos e não presenciou a mordida, a discussão nem o suposto dano ao portão. Por isso, o registro não confirma a dinâmica completa do episódio nem define a responsabilidade de qualquer envolvido.
Entre as naturezas registradas estão lesão corporal, ameaça, injúria racial e omissão na guarda de animal perigoso. Essas classificações correspondem aos fatos comunicados às autoridades e não representam, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
O caso foi levado à Central de Flagrantes pelas próprias partes, para as providências consideradas cabíveis. As informações disponíveis não indicam uma decisão final sobre os fatos ou sobre as acusações apresentadas.




