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Fumaça em Manaus expõe efeitos das queimadas e desafios para a Amazônia

Por • Publicado em 27 de outubro de 2026 • Atualizado em 27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
AgFeed

Texto publicado pelo AgFeed relaciona a piora da qualidade do ar à seca, ao El Niño e à ação humana; levantamento citado aponta efeitos da presença do Estado sobre a violência

Segundo artigo publicado pelo portal AgFeed, Manaus registrou, no final de setembro, a pior qualidade do ar do mundo, conforme a plataforma IQAir. O texto afirma que, mesmo com melhora posterior, a capital do Amazonas continuava com o pior ar do Brasil segundo a mesma plataforma, em meio à fumaça atribuída às queimadas na região.

O artigo relata que parte do Amazonas enfrentava uma concentração densa de fumaça provocada por queimadas. Em Porto Velho, a cerca de 800 quilômetros de Manaus, a concentração de partículas finas no ar estaria quatro vezes acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, segundo o texto.

A publicação situa o episódio no chamado verão amazônico, período descrito como marcado pela redução das chuvas e pelo calor intenso, entre julho e novembro. O artigo também atribui ao El Niño o agravamento das condições de seca neste ano, deixando a vegetação mais vulnerável ao fogo. A publicação afirma que a ação humana amplia o problema.

Com base em uma referência ao Ministério do Meio Ambiente, o texto diz que incêndios em áreas de floresta preservada indicam que parte das queimadas estaria associada à degradação intencional da vegetação para posterior desmatamento. Entre as finalidades mencionadas estão o aproveitamento ilegal de madeira, o garimpo e a abertura de áreas de pasto.

O artigo também cita o SB COP Legacy Report, segundo o qual a valorização de ativos florestais poderia acrescentar R$ 40 bilhões ao Produto Interno Bruto brasileiro, criar 312 mil empregos e contribuir para a conservação de 81 milhões de hectares de floresta até 2050. Esses números são apresentados pela publicação com base no relatório citado.

Outro levantamento mencionado é do Observatório da Amazônia, do Instituto Amazônia+21, elaborado a partir de dados oficiais. Segundo o artigo, o estudo conclui que o crescimento econômico, isoladamente, não estaria associado à redução da criminalidade na região. O texto afirma ainda que cidades incluídas na Lista de Municípios Prioritários, criada pelo governo federal para intensificar a fiscalização do desmatamento, registraram redução de 16,9% nos homicídios e de 14,6% nas mortes por arma de fogo.

A publicação defende o fortalecimento de atividades produtivas consideradas responsáveis, como sistemas agroflorestais e atividades industriais compatíveis com as características do bioma, além de capacitação e formalização. O conteúdo disponível termina ao afirmar que uma economia formal pode tornar empresas e transações mais rastreáveis e favorecer a atuação do poder público, mas não apresenta a conclusão completa do texto.

Redação

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