Cidades

Duplicação da Rua da Divisa, em Goiânia, enfrenta disputa jurídica e questionamentos ambientais

Por • Publicado em 19 de outubro de 2026 • Atualizado em 19 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Jornal Opção

Prefeitura prevê concorrência eletrônica de R$ 9,3 milhões para a obra, enquanto moradores divergem sobre os impactos e alternativas para o trânsito no Setor Jaó

A Prefeitura de Goiânia abrirá, em 11 de novembro, uma concorrência eletrônica para contratar a duplicação da Rua da Divisa, no Setor Jaó, pelo valor de R$ 9,3 milhões. A realização da obra ainda depende da resolução de questões jurídicas e ambientais, segundo informações tornadas públicas sobre o projeto.

A Rua da Divisa é apontada como um ponto de congestionamento no Setor Jaó. Enquanto a região teve crescimento urbano e expansão das atividades comerciais, a infraestrutura da via permaneceu praticamente a mesma, segundo informações divulgadas à imprensa.

A situação provoca divergências entre moradores e entidades locais. Parte dos moradores cobra medidas para reduzir os congestionamentos e manifesta preocupação com acidentes durante o período chuvoso. Outros questionam os possíveis impactos ambientais de uma intervenção sobre nascentes e cursos d’água que passam sob a via.

A proposta de duplicação é discutida há pelo menos 17 anos. O Ministério Público exige a realização de estudos de impacto ambiental. Já a Associação dos Moradores do Setor Jaó defende a construção de outra via, com trajeto diferente, como alternativa para ajudar a escoar o trânsito.

O vereador Anselmo Pereira (MDB), que representa politicamente a região, defende a intervenção. Ele afirmou que as mudanças ocorridas no entorno do bairro aumentaram a necessidade de abertura da rua e avaliou que o alargamento poderia ser executado com medidas de proteção ambiental, incluindo a preservação da bacia do rio que passa sob a via.

Edson Gomes, presidente da Associação das Empresas e dos Proprietários de Imóveis do Setor Jaó, afirmou que a área próxima à rua é considerada de alto risco de rompimento de uma barragem pela Defesa Civil. Gomes disse possuir um laudo sobre a classificação. A informação não foi detalhada nas informações disponíveis.

A abertura da licitação não significa que a obra será iniciada imediatamente. Além da concorrência prevista para 11 de novembro, permanecem pendências jurídicas relacionadas ao projeto e a exigência de estudos de impacto ambiental.

Redação

Você também pode gostar