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PF apura suposta ida de Flávio Bolsonaro à Argentina após ordem do STF

Por • Publicado em 27 de outubro de 2026 • Atualizado em 27 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Diário de Goiás

Autoridades argentinas não confirmaram a entrada do senador; governo argentino negou que ele tenha ingressado no país

A Polícia Federal acionou autoridades argentinas para verificar informações sobre uma suposta saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a entrega dos passaportes e proibir o parlamentar de deixar o país em até 24 horas.

A investigação busca esclarecer se Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira terrestre com a Argentina usando o documento de identidade, segundo interlocutores políticos citados nas informações divulgadas. Fontes da Polícia Federal afirmaram que as autoridades argentinas ainda não confirmaram nem negaram a entrada do senador no país.

A hipótese ganhou força após a divulgação de informações sobre um avião privado modelo Gulfstream G400, da empresa Baires Fly S.A., que estaria preparado para decolar de Puerto Iguazú, na província de Misiones, às 2h no horário local, com destino aos Estados Unidos. Consultas ao serviço Flightradar24 identificaram um voo de Buenos Aires para a cidade fronteiriça, mas não registraram a decolagem de jatos de Puerto Iguazú rumo ao território norte-americano.

O porta-voz da Presidência argentina, Fabián Fernández, negou à Bloomberg que Flávio Bolsonaro tenha ingressado na Argentina. Ele também afirmou que nenhuma aeronave com as características mencionadas havia decolado em direção aos Estados Unidos. A versão foi ainda classificada como falsa por Fabio Wajngarten, advogado e aliado da família Bolsonaro, em publicações nas redes sociais.

Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, também contestou a informação e afirmou, em conversa com a colunista Mariana Sanches, da UOL, que a suspeita seria uma tentativa de justificar uma ação contra Flávio Bolsonaro.

A decisão de Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes comum e diplomático e proibiu o senador de deixar o Brasil. A medida foi expedida em um inquérito do STF que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras. A ordem também impede Flávio Bolsonaro de manter contato com o advogado Willer Tomaz, que é investigado no mesmo processo.

O senador relatou ter sido abordado por agentes da Polícia Federal em Brasília ao deixar a residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações divulgadas também mencionam outras investigações no STF relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse” e a repasses financeiros negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Até as informações disponíveis, não havia confirmação pública de que Flávio Bolsonaro tivesse entrado na Argentina ou deixado o Brasil.

Redação

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